A música Sirius, instrumental que abre o álbum Eye in the Sky (1982) da The Alan Parsons Project, quase ficou de fora do disco. O motivo: uma abertura que não deveria existir acabou virando um dos intros mais lembrados do rock progressivo, segundo os próprios criadores.
A ideia original era simples: criar uma atmosfera antes da faixa principal Eye in the Sky. Alan Parsons trabalhou em casa, usando o sintetizador Fairlight CMI, para desenvolver um riff curto e hipnótico que evoluiu para Sirius. A faixa funcionava como prelúdio eletrônico.
No estúdio Abbey Road, os integrantes do The Alan Parsons Project perceberam que Sirius e Eye in the Sky poderiam formar uma sequência contínua. Como as tonalidades não batiam, foi necessário regravar e ajustar o instrumental para a transição soar natural.
O resultado foi uma peça de cerca de 1 minuto e 50 segundos, construída com teclados, timbres digitais e efeitos de delay, gerando uma sensação espacial típica da estética progressiva. Apesar da função inicial, Sirius ganhou vida própria.
A partir de 1984, Sirius passou a embalar a entrada dos jogadores no ginásio do Chicago Bulls, na NBA, marcando a era de Michael Jordan. A escolha da música foi de Tommy Edwards, locutor do time, que a descobriu assistindo a um cinema, em substituição a Thriller, de Michael Jackson.
Nos anos seguintes, a faixa ganhou adesão de diversas franquias esportivas americanas, consolidando-se como símbolo de apresentações no esporte. Nos últimos tempos, a banda enfrentou controvérsia política após o uso da música por Donald Trump em comícios, sem autorização prévia segundo Alan Parsons Project, que confirmou não ter autorizado o uso.
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