Daveigh Chase, atriz que viveu Samara em O Chamado, morreu aos 35 anos. A informação foi publicada pelo TMZ em 17 de junho. A causa foi meningite com infecção generalizada, evoluindo para sepse e falência de órgãos. Ela havia sido hospitalizada em Los Angeles dias antes, com quadro de desnutrição.
O namorado da atriz, Roy Hernandez, informou ao TMZ sobre dificuldades pessoais e emocionais envolvendo a vida longe dos holofotes. Ele criou uma campanha de arrecadação para oferecer apoio, destacando que Daveigh enfrentou desafios desde a infância.
A história de vida de Chase inclui uma infância difícil e um distanciamento da família que levou a momentos de bullying, segundo a campanha criada pelo casal. A iniciativa buscava oferecer conforto e proteção à atriz em Los Angeles.
Trajetória no cinema e na dublagem
Nascida em Las Vegas, em 1990, Daveigh começou na televisão ainda jovem, em Sabrina, Aprendiz de Feiticeira (1998). Em seguida, ganhou notoriedade com Donnie Darko (2001) e consolidou trabalho em filmes e séries até 2012.
Entre os trabalhos, destacam-se Amor Imenso (2006-2011), S. Darko (2009) e A Força de Um Sonho (2012). Também desenvolveu carreira como dubladora, dando voz a Lilo em Lilo & Stitch (2003) e participando de adaptações do filme para videogames.
O papel mais marcante foi Samara Morgan, em O Chamado (2002). A história acompanha uma jornalista que investiga mortes ligadas a uma fita amaldiçoada, conectando-se a uma lenda sobre a menina. O filme tornou-se ícone do terror moderno.
Nos meses que antecederam a morte, imagens de uma detetive particular mostraram Chase em situação precária nas ruas de Los Angeles. A atriz aparece magra e debilitada, em uma área improvisada, conforme registro divulgado e posteriormente removido.
John Ryan, empresário que trabalhou com ela, e Gaia Brown, meia-irmã, lideraram a busca pela atriz. Eles contrataram um investigador após perderem contato com Chase e temer pelo estado de saúde. O local de localização foi no fim de 2025.
O plano da família incluía transferi-la para uma clínica de reabilitação na Costa Rica, com acompanhamento médico nos EUA até a recuperação. Ryan descreveu Chase como uma pessoa doce e brilhante, cujo legado permanece.
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