A atriz Angelina Jolie revelou em entrevista à Variety como a perda precoce da mãe moldou sua visão de vida, maternidade e a forma de preparar os filhos para o futuro. Aos 51 anos, ela contou que conviveu com a sensação de não envelhecer por muito tempo, influenciada pela história da família.
A mãe, Marcheline Bertrand, morreu aos 56 anos de câncer de ovário, e a avó da atriz também faleceu pela mesma doença. Jolie explicou que esse histórico fez com que se sentisse pressionada a viver o presente com urgência.
Essa percepção aparece enquanto Jolie comenta seu trabalho no filme Vidas Entrelaçadas, nos cinemas brasileiros. Na obra, ela interpreta uma diretora de cinema que equilibra carreira, maternidade, divórcio e um diagnóstico de câncer de mama.
A relação com a doença e a prevenção
Jolie já tornou pública a mastectomia dupla preventiva realizada em 2013 após identificar a mutação BRCA1, que aumenta o risco de câncer de mama e ovário. A decisão foi divulgada no The New York Times e gerou debate sobre saúde feminina.
Durante as gravações do longa, uma cena específica trouxe uma reflexão sobre finitude. A personagem se prepara para uma cirurgia e conversa com o médico sobre a mortalidade, reforçando o tema da fragilidade da vida.
Maternidade, autonomia e apoio dos filhos
A atriz é mãe de Maddox, Pax, Zahara, Shiloh e dos gêmeos Knox e Vivienne. Segundo ela, a consciência da finitude influenciou a forma como oferece autonomia aos filhos e prepara-os para enfrentar dificuldades.
Jolie também comentou sobre a redução de ritmo na carreira no passado para ficar mais perto dos filhos. Com o tempo, os filhos mais velhos passaram a incentivá-la a retornar a trabalhar, inclusive em projetos que envolvam viagens.
Agora, com os filhos quase adultos, Jolie diz que eles a incentivam a explorar novas oportunidades profissionais e a reagir com mais liberdade, mantendo o equilíbrio entre vida pessoal e carreira.
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