A cantora iraniana foi condenada a 100 chibatadas após uma apresentação sem hijab, violando a exigência legal de usar véu em espaços públicos. A decisão foi anunciada pelo Ministério do Turismo e do Patrimônio Cultural do Irã nesta segunda-feira (20) e aponta “ofensa à moral pública” como justificativa.
A performance teria ocorrido em uma cerimônia privada, mas imagens divulgadas nas redes sociais acionaram a denúncia. O nome da artista não foi divulgado pela pasta. A punição é de foro administrativo, não sendo prevista pena de prisão no comunicado.
A equipe da cantora afirma que ela está profundamente triste com a decisão e não houve pronunciamento oficial da artista até o momento. A proteção de identidade foi observada pela imprensa local.
Contexto legal
O hijab é obrigatório para mulheres no Irã desde 1979, com punições que vão de multas a prisão e penas físicas em casos de desobediência. As regras são fortemente aplicadas em espaços públicos para mulheres.
Especialistas veem a condenação como parte do reforço do controle social e moral, em meio a protestos por direitos civis e liberdade de expressão que se intensificaram nos últimos meses. Organizações internacionais têm pressionado o Irã a respeitar direitos humanos.
Repercussões internacionais
A comunidade artística internacional e organizações de direitos humanos criticaram a decisão, defendendo liberdade de expressão artística. O caso aumenta o debate sobre o tratamento de mulheres e artistas no país.
A notícia segue gerando reações globais, com pedidos de revisão das medidas e de garantia de segurança para artistas iranianos. A atualização sobre a situação deve trazer novas declarações oficiais das autoridades iranianas.
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