O desfile de Dolce & Gabbana na Semana de Moda de Milão manteve o espírito de excesso da marca, com roupas chamativas e reveladoras que reforçaram o estilo muito sexy da casa italiana. O evento ocorreu no sábado, destacando a estética da grife em meio a um mercado de luxo em retração.
A empresa enfrenta uma dívida de cerca de £391 milhões e busca soluções para a crise financeira, incluindo negociações com credores e a possibilidade de venda com arrendamento de imóveis em Milão. O objetivo é estabilizar as finanças sem abandonar o DNA da marca.
Em março, Stefano Gabbana deixou o cargo de presidente após o anúncio de sua saída no fim do ano anterior. Em janeiro, a direção nomeou Stefano Cantino como co-CEO, ao lado de Alfonso Dolce, enquanto Gabbana permanece como co-diretor criativo.
Contexto de gestão e mercado
No mesmo dia, surgiram relatos de que a Dolce & Gabbana avalia ações para manter a presença na moda de luxo diante da desaceleração do setor, fortemente ativo nas premiações, com fãs como Colman Domingo, Patrick Schwarzenegger e Ryan Gosling.
Outras recentes apresentações em Milão
Paralelamente, o designer Paul Smith mostrou-se focado em roupas masculinas durante a temporada, destacando ternos e referências de tailoring dos anos 80 e 90. Smith atribui a retomada do suit a gerações mais jovens que preferem um estilo mais polido sem perder conforto.
Smith ressaltou backstage que o veste casual pode coexistir com elegância, citando ajustes sutis como punhos dobrados, colarinho levantado e camisas usadas sem prender. O desfile apresentou waistcoats sem abotoar e peças que revelavam detalhes de pele.
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