Ralph Lauren retomou o acessório que lançou sua marca em 1967, as gravatas, em Milão. O segundo desfile solo de menswear da casa ocorreu durante a semana de moda, com foco em peças-chave para o look masculino.
As gravatas de seda finas, com estampas sutis, foram usadas sobre ternos risca de giz. Gravatas de laço mais coloridas apareceram como toque de destaque, surgindo por baixo de tricôs e camisas rugby.
Outras criações trouxeram gravatas no lugar de cintos, envoltas em bolsas e até nos pés, com os cabos das gravatas formando parte de espadrilles. A estética voltou a enfatizar o acessório clássico da marca.
Estratégia de público
Para a casa americana, alvo de uma geração Z ávida por novas referências, o desfile mantém a juventude conectada sem afastar clientes mais velhos, muitos com décadas de uso de gravatas.
O momento coincide com um cenário de recuperação para a grife. Em maio, o CEO Patrice Louvet revelou alta de 15% nas vendas do último ano fiscal, com receita acima de 8 bilhões de dólares pela primeira vez.
Visão de coleção e cenário
O desfile reuniu Purple, linha de luxo, e Polo, voltada ao estilo universitário, sinalizando fôlego para o segmento masculino. O evento ocorreu em Milão, diante de convidados como Tom Hiddleston, Colman Domingo e Lewis Hamilton.
A ambientação evocou a Itália esportiva dos anos 1920, com um veleiro de mogno exposto no pátio do escritório da marca em Milão. Detalhes como tricôs texturizados, listras náuticas e jaquetas de couro, com forro de cashmere, criaram uma atmosfera de fim de semana no Lago de Como.
Entre na conversa da comunidade