A Geração Z consome mais filmes de terror do que os Millennials e os Boomers, segundo análises recentes. O fenômeno recebe o nome de inoculação do estresse, que descreve a exposição controlada ao medo para treinar respostas emocionais. A ideia é que a euforia após o susto ajude a lidar com situações reais.
A pesquisa aponta que a ansiedade é mais alta entre os jovens da Gen Z, ao mesmo tempo em que o interesse por filmes de terror está no topo. A explicação básica é a busca por adrenalina, mas a psicologia oferece uma explicação mais profunda vinculada ao funcionamento do cérebro diante do medo.
Mathias Clasen, do Recreational Fear Lab da Universidade de Aarhus, explica que o medo controlado pode melhorar estratégias de enfrentamento. O cérebro processa o medo fictício em ambiente seguro e, ao aparecer o medo real, responde de modo mais eficiente.
O mecanismo por trás do fenômeno
Segundo a National Geographic, pesquisas sobre consumo voluntário de experiências assustadoras indicam que a euforia posterior ajuda a enfrentar estressores. O cérebro associa a resposta a estímulos ameaçadores com uma redução da reatividade a longo prazo.
A análise de tendências citada pelo Infobae reforça que a Gen Z adota esse formato de experiência por meio do cinema de terror com maior frequência. Os dados sugerem uma prática consciente de exposição ao medo com finalidade de treino emocional.
Implicações e perspectivas
Especialistas ressaltam que a inoculação do estresse funciona como técnica de exposição, similar a métodos terapêuticos para ansiedade. O objetivo é fortalecer estratégias de enfrentamento, não apenas entreter.
Fontes: National Geographic; estudo citado pelo Infobae; entrevistas com pesquisadores da Universidade de Aarhus.
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