Olivia Cooke aborda a repercussão de House of the Dragon em trajetória de atriz com olhar crítico sobre classes, privilégio e a relação do público com a personagem Alicent Hightower. Em Londres, a atriz comenta como o papel a levou a repensar o próprio background.
A série, prequela de Game of Thrones, mostra Alicent em meio a intrigas palacianas, alianças e disputas pelo Trono de Ferro. Cooke descreve a personagem como multifacetada, sob forte pressão familiar e social, em um contexto de guerra civil.
Entre trabalho e vida pública, Cooke revela o impacto das críticas recebidas e o deslocamento de seu perfil nas redes. Ela também observa que o debate em torno de Alicent tem ressonância com grupos que se identificam com a estética queer, sem afirmar que a personagem seja representativa.
Carreira, House of the Dragon e repertório
Cooke traça a jornada profissional desde o nascimento em Oldham, passando por Bates Motel e filmes com Spielberg, até o protagonismo em House of the Dragon. O papel de Alicent consolidou sua posição na dramaturgia contemporânea.
Ela aponta que a atuação trouxe reconhecimento, mas também atenção negativa em ruas e redes. Em vez de reações generalistas, destaca a necessidade de lidar com críticas de forma direta, buscando manter equilíbrio entre vida pessoal e carreira.
Origens, atuação e impacto de oficinas
A atriz relembra a participação no Oldham Theatre Workshop, fonte de contatos que moldaram sua trajetória. Defende mais iniciativas de formação artística para jovens de áreas trabalhadoras, para ampliar diversidade e quebrar redes restritas.
Cooke reforça que programas de teatro promovem habilidades sociais e expressão, especialmente em tempos de isolamento digital. Ela critica corte de financiamento à cultura e incentiva políticas que valorizem o aprendizado através da arte.
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