Agora tenho de saber mais, de Miguel Esteves, é uma crônica que aborda a curiosidade como tema central. O texto explora a ideia de que a curiosidade é um desassossego e uma busca contínua por compreender o que se revela entre buracos na superfície das coisas.
O autor aponta que, ao pensar nas bibliotecas das pessoas, surge a pergunta sobre por que se acumulam tantos livros. Ele sugere respostas relacionadas a comodidade, prazer e companhia, mas destaca a curiosidade como o elemento mais relevante. O texto descreve a curiosidade como um vício que aumenta o desejo de saber.
A peça enfatiza ainda que toda resposta gera novas perguntas, num movimento contínuo de indagação. O autor compara a curiosidade a um cimento que não temos, pois cada buraco demanda uma solução única e prazerosa. O ensaio ressalta que a curiosidade é igual para todos, mas se manifesta de forma individual e constante, levando a caminhos que transcendem o cotidiano.
Segundo o material, a crônica também comenta que a curiosidade não se enquadra como um talento inato para línguas; ela é inerente a todos os seres, incluindo os gatos, e consome recursos ao longo do tempo. Entretanto, destaca-se a sua natureza incansável e a capacidade de moldar experiências profundas, do começo ao retorno.
(Transcrito do PÚBLICO)
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