Na entrevista publicada pelo canal Pipeman, destacada pelo Guitar.com, Ted Aguilar, guitarrista do Death Angel, aponta um paradoxo no metal contemporâneo: há técnica de alto nível, mas falta identidade. O músico é da Califórnia, nos Estados Unidos.
Segundo Aguilar, a soma de tecnologia avançada e isolamento na escrita tem reduzido o aspecto humano das composições. Ele afirma que o cenário atual abriga músicos habilidosos, porém a originalidade fica comprometida pela saturação de propostas semelhantes.
Apesar de elogiar o talento, o guitarrista observa que muitas bandas soam parecidas entre si. Ele destaca que a época de bandas distintas como Anthrax, Overkill, Death Angel e Testament favorecia singularidade que hoje estaria em falta.
Talento na nova geração
Aguilar diz que o problema não é o talento: jovens instrumentistas teriam nível técnico excepcional e capacidade de surpreender. O desafio, na visão dele, é a forma de se conectar entre os músicos, não apenas a habilidade individual.
Para ele, a prática colaborativa ficou menos comum. Antes, uma banda descobria o caminho juntos, compondo e trocando ideias na sala de ensaio. Hoje, a dependência de plataformas digitais teria reduzido esse contato humano.
Ele pondera que a tecnologia facilita a criação e o envio de riffs, mas ainda é essencial estar na mesma sala para manter sinergia e expressão coletiva. A dinâmica entre pessoas, segundo o músico, pode influenciar positivamente a qualidade do som.
Entre na conversa da comunidade