Toy Story 5 chega aos cinemas em meio à tensão entre brinquedos e telas, sob direção de Andrew Stanton e McKenna Harris. Bonnie, menina de 8 anos, encara solidão e a transição para um mundo cada vez mais digital. O tablet Lilypad funciona como gatilho para o conflito, sem que haja vilania explícita.
Críticos destacam o tratamento equilibrado do tema. Isabela Boscov observa que o filme aborda bullying digital e isolamento com seriedade, sem perder a essência da Pixar. Peter Jordan concorda que a trama não demoniza a tecnologia, mas questiona o uso de dispositivos como apoio à parentalidade.
Waldemar Dalenogare ressalta que a obra evita um antagonismo tradicional, capturando a melancolia da fragilidade dos brinquedos diante da indiferença tecnológica. Jessie assume liderança na história, enquanto Woody atua como conselheiro, sinalizando uma passagem de bastão.
Segundo a crítica de Jordan, a ascensão de Jessie fortalece o arco emocional do filme. O roteiro, elogiado por ele, é enriquecido pela presença de novos personagens, como o brinquedo Rolinho, e por sequências de ação ambiciosas envolvendo um exército de Buzz Lightyears.
Aspectos técnicos também geram debates. Dalenogare declara a animação como uma das melhores da Pixar em termos de detalhamento visual, mas critica a trilha sonora de Randy Newman e a ausência de uma inserção mais marcante da música de Taylor Swift. Jordan, por sua vez, enaltece as cenas de imaginação pela estética única.
A recepção aponta para uma reflexão sobre a necessidade de desconexão e o valor das interações humanas. Peter Jordan vê o quinto filme como uma continuação digna da franquia, superando o antecessor em alguns aspectos. Dalenogare, embora não considere a obra tão original quanto o primeiro, classifica o conjunto como uma boa surpresa.
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