Louis Vuitton divulgou os bastidores do desfile Cruise 2027 realizado em Nova York, no The Frick Collection. O documentário acompanha os preparativos da apresentação de Nicolas Ghesquière, diretor criativo da marca.
O local escolhido é uma mansão da Quinta Avenida, de frente para o Central Park. A casa abriga um acervo artístico europeu que vai do Renascimento ao século 19, usada como cenário para a passarela.
A temporada marca o começo de uma colaboração de três anos entre o museu e o conglomerado LVMH, com a Louis Vuitton como principal emblema. A parceria reforça a ligação entre moda, arte e instituições culturais.
Clash criativo e inspirações
A coleção Cruise 2027 é apresentada como um clash entre opostos. Ghesquière quebra códigos ao explorar dicotomias entre o Velho e o Novo Mundo, a formalidade do Upper East Side e a rebeldia de Downtown dos anos 70 e 80.
A influência do pop dos anos 1980 de Keith Haring inspira a estética da coleção. A colaboração com o espólio do artista aparece em estampas e detalhes, conectando arte urbana a peças de luxo.
Haring utilizou uma mala de couro dos anos 1920 como suporte para desenhos nos anos 1980, base da parceria com a maison. Estampas, couro, tênis e bolsas ganham referências da obra do artista.
Detalhes e contexto da apresentação
A trilha sonora incluiu hits electroclash, como Boys Wanna Be Her, de Peaches, marcando o clima da apresentação. A paleta mistura elementos art déco, western e utilitários, com referências a faróis de carros.
Ghesquière mantém o estilo de sobreposição temporal, remixando referências do passado aristocrático europeu com visões futuristas. A proposta reforça a visão de moda como ponte entre épocas.
Como de costume, a plateia permanece entre as mais disputadas do circuito fashion, reforçando o efeito de evento global da grife. O desfile acontece no marco de uma nova fase da marca no cenário internacional.
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