Cerca de 500 trabalhadores movimentam as esculturas do Festival de Parintins, em Amazonas, enquanto a cidade celebra a segunda noite do evento neste sábado. Entre galpões e arena, equipes conduzem estruturas que podem chegar a 22 metros de altura e dezenas de toneladas.
No Caprichoso, o boi preto com estrela azul, os trabalhadores são chamados de paikicés; no Garantido, chamados Kaçauerês. Apesar da rivalidade entre os grupos, ambos atuam na mesma tarefa: transportar, orientar e estabilizar as alegorias que compõem as narrativas amazônicas.
A operação envolve cerca de 250 pessoas no Caprichoso, com 120 a 130 módulos cenográficos sendo posicionados ao longo de 400 metros de percurso. No Garantido, aproximadamente 200 Kaçauerês percorrem cerca de 2,5 quilômetros para levar até 15 alegorias por noite ao bumbódromo.
Segundo o presidente do Garantido, Fred Góes, a logística prévia depende do trabalho humano para estruturar a apresentação das três noites. Ele destaca que as alegorias chegam a 30 metros de boca de cena e 22 de altura, exigindo controle constante de deslocamento.
Entre os envolvidos, jovens que cresceram assistindo ao festival também integram as equipes. A estudante Ananda Azevedo, de 24 anos, participa pela primeira vez da coordenação da equipe do Garantido, descrevendo a experiência como uma oportunidade de viver o festival de outra forma.
No Caprichoso, a organização das equipes começou a ganhar corpo em 2008, com a adoção do nome paikicés. A função dos trabalhadores é considerada essencial para a segurança e a sincronização entre as áreas de montagem, ensaio e deslocamento das alegorias.
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