Nos anos 1970, o Kiss era visto como banda de nicho, com imagem agressiva e som cru. O público era principalmente jovens homens, segundo o produtor Bob Ezrin.
Ezrin atuou como piloto da mudança que elevou o patamar do Kiss, especialmente ao trabalhar o álbum Destroyer (1976). A aposta foi inserir uma balada que humanizasse a banda.
A virada começou com a canção Beth, escrita para a esposa de Peter Criss e ajudada por Stan Penridge e Ezrin. O tema ganhou uma forma mais suave que o restante do repertório.
Beth rompe barreiras
Beth apareceu no Destroyer como lado B de Detroit Rock City. A faixa ganhou execução nas rádios, superando o rock explosivo do lado A e alcançou a vice-liderança na Billboard Hot 100, atingindo o 7º lugar.
A estratégia de Ezrin foi mostrar vulnerabilidade humana, abrindo espaço para um público feminino antes ausente. A mudança ajudou o Kiss a expandir o alcance de seus shows.
Bill Aucoin, empresário da banda, também enfrentou resistência interna à balada, por questões de identidade musical. Mesmo assim, o single se tornou o maior sucesso da banda nos EUA na época.
A adoção de Beth marcou a entrada do Kiss em um novo patamar de popularidade, com apresentações que passaram a atrair públicos mais diversificados e ampliar a base de fãs globalmente.
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