Ahasbro, dona da franquia Peppa Pig, enfrenta críticas após reportes de que contratos de atores mirins podem incluir cláusulas para uso de suas vozes por meio de inteligência artificial. A possível prática permitiria clonar vozes para conteúdos comerciais da marca, segundo o jornal Deadline.
A polêmica ganhou impulso após a Associação de Agentes de Jovens Artistas (AYPA) lançar uma carta aberta. O documento já reúne cerca de mil assinaturas de profissionais do setor, pais e agentes, e acusa cláusulas de IA em contratos de menores de idade.
A carta alerta para riscos de consentimento e direitos de artistas infantis, defendendo que crianças não podem oferecer consentimento plenamente informado. O texto afirma que autorizações de responsáveis não devem legitimar captura, clonagem ou uso persistente da voz de uma criança.
Segundo o Deadline, o uso proposto refletiria uma postura de exigir aceite ou deixar uma cláusula relacionada à IA em contratos de franquias infantis, sob a alegação de uso em materiais comerciais dentro da marca.
A Hasbro respondeu que está comprometida com a proteção de artistas infantis e que discutirá padrões da indústria de IA de forma responsável e transparente à medida que avançam as evoluções do setor. A empresa não confirmou explicitamente a aplicação de tais cláusulas à Peppa Pig.
Peppa Pig surgiu em 2004 e tornou-se um dos maiores sucessos da animação infantil. A franquia foi adquirida pela Hasbro em 2019, com a compra da canadense Entertainment One por US$ 4 bilhões, operação que ampliou significativamente o portfólio da fabricante de brinquedos.
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