No refeitório da igreja Nossa Senhora del Carmen, em Petare, Caracas, volunteers mantêm a rotina de solidariedade após os terremotos que abalaram a Venezuela. Mesmo com o susto, o espaço funcionou normalmente, sem confusão ou desperdício de alimentos.
O local, situado em um bairro vulnerável da capital, recebeu crianças todas as manhãs para o café antes da escola. À tarde, adultos, entre eles várias voluntárias, repetiram a logística para distribuir refeições aos moradores da região.
A cozinheira referência no projeto é a chef Maria Alexandra Ocque, que atua há pouco no refeitório. Ela descreveu como o espaço permaneceu estável nos primeiros momentos após o abalo, mantendo a preparação de refeições para a comunidade.
O refeitório também atende pessoas com dificuldade de locomoção, organizando marmitas específicas para quem enfrenta mobilidade reduzida ou não tem familiares próximos para buscar a comida. A estrutura segue protegida pelo centro histórico de arquitetura colonial de Petare.
A irmã de Ocque, Carolina, ressaltou, em síntese, que a ajuda humanitária depende de políticas públicas e de planejamento para reconstrução. Ela observou que a solidariedade externa tende a oscilar conforme decisões internacionais e ressaltou a importância de ações consistentes para serviços essenciais.
Entre os pratos preparados, o sancocho se destaca como uma opção tradicional, com carne, tubérculos e legumes. A sopa quente é vista como fonte de nutrição e conforto para a população, especialmente em momentos de incerteza.
O projeto no Petare continua com o apoio de associações locais e de moradores que preservam o espaço, mantendo a praça e a paróquia como polos de atuação. A iniciativa demonstra como a solidariedade comunitária pode atuar de forma organizada em meio a crises.
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