Poucas cidades concentram tanta história, arte e poder quanto Moscou e São Petersburgo. Um grupo de três casais viajou à Rússia mesmo diante da guerra com a Ucrânia e das sanções ocidentais, buscando entender o país por meio de seus museus, palácios e balé.
O grupo foi formado por Eliana Fachini, Stoessel Vinhas, Terezinha Lellis, Flávio Fraislebem, Elza Fraislebem e o autor, que participou como representante de uma viagem com guia brasileiro em Moscou. A ideia surgiu após conversas com um diplomata amigo sobre as possibilidades de viajar ao país.
A rota escolhida partiu de Lisboa, com escalas em Istambul, Moscou e São Petersburgo. Os passeios foram conduzidos, em parte, por Rodrigo Ianhez, historiador brasileiro residente em Moscou, contratado pela agência Estrela Vermelha para organizar ingressos, transportes e visitas, incluindo a maior parte dos museus e palácios.
Moscou
Ao chegar, o grupo observou uma cidade com contraste entre arquitetura medieval e atrativos modernos, além de um metrô considerado uma atração por seus salões e lustres. Entre os pontos visitados estavam a Praça Vermelha, o Kremlin, a Catedral de São Basílio e o Mausoléu de Lenin, bem como o GUM. Também foram presentes na Galeria Tretyakov e no Teatro Bolshoi.
A capital russa foi descrita como limpa, organizada e relativamente segura, com hotéis pagos em rubros no check-in, conforme as regras locais. A gastronomia regional foi destaque, com restaurantes que combinam tradições russas e influências das antigas repúblicas soviéticas.
São Petersburgo
A segunda etapa ocorreu em São Petersburgo, onde o grupo recebeu a guia Nádia Khristova, fluente em português. A cidade, planejada por Pedro, o Grande, mostrou uma atmosfera menos monumental que Moscou, porém elegante. No roteiro estiveram o Teatro Mariinsky, o Hermitage, a Fortaleza de Pedro e Paulo e a Igreja do Salvador do Sangue Derramado.
Durante a estadia, o grupo acompanhou relatos sobre o trauma histórico da região, incluindo referências a invasões e aos impactos da Segunda Guerra Mundial. A viagem também incluiu visitas aos Palácios de Catarina e às áreas de Peterhof, com destaque para a Sala de Âmbar.
Expresso Transiberiano e contexto histórico
Para quem busca maior imersão, o Expresso Transiberiano figura como opção de 25 dias, conectando Moscou a Vladivostok e percorrendo quatro biomas. O trajeto oferece paradas em Kazan, Ekaterinburgo, Novosibirsk, Irkutsk e Lago Baikal, entre outras cidades, com passeios adicionais em regiões da Sibéria.
O grupo citou o desafio logístico da viagem, incluindo a prática de pagamento em rubros para hotéis e a ausência de voos diretos com o Ocidente. O guia Rodrigo organiza anualmente uma excursão pelo itinerário completo, com opções de segunda ou primeira classe.
O que se manteve relevante
Ao longo do deslocamento, a nostalgia histórica esteve presente, com referências a Iván, o Terrível, Pedro, o Grande e autores russos, além do entrelaçamento histórico entre Rússia e Ucrânia. O grupo observou que, apesar das tensões, a vida cultural do país continua ativa, com cafés, museus e teatros funcionando normalmente.
A viagem também ressaltou a memória coletiva associada a conflitos passados, como a Segunda Guerra Mundial, e a resiliência das cidades diante de períodos de crise. A experiência foi descrita como uma forma de compreender a complexidade histórica da região sem simplificações.
Serviço
Datas de Moscou: 3/8/2026 a 27/8/2026; São Petersburgo: 25/6 a 31/7/2026. Custo: 3.199 euros, em até 10 parcelas sem juros, com desconto de 10% à vista no PIX. Contato: Estrela Vermelha Viagens. Observação: as passagens aéreas não estão incluídas na tarifa.
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