Jacob Collier ganhou visibilidade via YouTube ao redor dos 17 anos, gravando vocais e instrumentos com várias camadas. Um dos seus vídeos de Stevie Wonder chegou a Quincy Jones, que pediu uma conversa e acabou assinando com a gravadora do produtor.
Aos poucos, Collier mergulhou na produção de In My Room, projeto criado em três meses. Ele produziu tudo em casa, usando laptop, loops e harmonias vocais manuais, sem manual de instruções para esse tipo de montagem.
Quincy Jones e Herbie Hancock estiveram presentes no estúdio durante o mix final, que ocorreu até as primeiras horas. O trabalho reuniu influências de artistas como Stevie Wonder, Joni Mitchell e Prince.
Parcerias e técnica
Ben Bloomberg atuou como balance engineer, coordenando a mixagem a partir de LA, com ajustes de áudio para capturar o espírito do quarto de Collier. A produção contou com trocas remotas de ideias e software personalizado.
A ideia foi viável graças a uma solução de harmonização vocal criada pelo próprio Collier, que permitia transformar uma linha vocal em um coro instantâneo. O uso de hardware e software de MIT foi fundamental para a montagem.
O álbum In My Room recebeu o apoio de nomes como Rod Temperton, além de apresentações ao vivo que tiveram Montreux como marco. A performance envolveu projeções com múltiplas versões do músico em palco.
Desdobramentos e edição
Em 10º aniversário, uma edição especial de In My Room é lançada em 1º de julho. Collier mantém atividade internacional, apresentando-se em casas como Ronnie Scott’s, em Londres, na mesma data.
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