O Rock in Rio Lisboa chegou ao fim neste domingo 28, com a última edição dedicada ao trap e ao rap desde 2019. Em entrevista à coluna GENTE, o vice-presidente artístico do Rock in Rio e The Town, Zé Ricardo, comentou sobre a seleção de artistas e revelou mágoas com Fafá de Belém. O músico afirmou que o desentendimento não envolve apenas profissionais, e sim uma relação de amizade abalada.
Segundo Zé Ricardo, a disciplina de programação busca equilibrar gerações e estilos, mantendo o foco na diversidade. Ele destacou que nomes como Pedro Sampaio tiveram reception positiva no festival europeu, com projeção de ampliar a sua repercussão em Portugal, assim como Ivete Sangalo, considerada parte essencial da família do festival.
Ivete aparece como figura constante em todas as edições, segundo o executivo, que explicou a escolha pela continuidade de parceria. A percepção do público português foi apontada como favorável ao destaque para a cantora, reconhecida pela sintonia com a proposta do evento.
Belo, ainda conforme o relato, pode ter tido implicações na resposta do público ao show. O administrador sugeriu que o horário poderia ter favorecido ou prejudicado a performance, mas ressaltou que a apresentação foi bem recebida pelo atleta da música brasileira.
Fafá de Belém: versão de Zé Ricardo
O vice-presidente descreveu a controvérsia envolvendo Fafá de Belém. Ele afirmou que a cantora recebeu o convite para participar de um projeto paraense no Dia Brasil, mas houve divergência sobre o que seria anunciado. Zé Ricardo disse ter reunido Fafá, Dona Onete e outros nomes para um momento de protagonismo do Pará, com direito a uma apresentação emblemática no palco Sunset.
Segundo Zé, Fafá não participou da coletiva de imprensa que anunciava o line-up completo, optando por críticas públicas. O executivo negou que tenha se omitido de convidar artistas paraenses e criticou o tom usado pela artista, classificando a reação como injustificada.
Ele afirmou que o Rock in Rio não é obrigado a convidar ninguém, mas reforçou o respeito pela trajetória de Fafá. Ao mesmo tempo, disse que a fala da cantora envolve uma leitura incorreta sobre o Norte e o Pará, deixando claro que houve uma tentativa de diálogo que não prosperou.
Perspectivas criativas e outras pautas
O papo também abordou estratégias de construção de público. Zé citou a convivência de diferentes universos musicais, como Luiza Sonza e Gilberto Gil em uma mesma noite, para ampliar horizontes. A ideia é promover choque de estilos sem perder a identidade do festival.
Entre os nomes citados, Péricles ganhou destaque como possível ponto alto do cartaz. O executivo revelou que planeja uma apresentação que combine clássicos com novas perspectivas, mantendo a linha de shows que surpreendem o público. Ele descreveu o encontro como promissor para a edição de setembro.
O executivo citou ainda a importância de conexões entre mercados diferentes, como o K-pop no Palco Mundo e uma noite dedicada ao Soul Music no Palco Sunset, com artistas como Leon Bridges, PJ Morton e Jamiroquai. A proposta é ampliar o alcance do festival sem perder a coesão programática.
De Luiza Sonza a Gil, o objetivo é criar experiências que conectem públicos distintos. O Rock in Rio busca, segundo ele, promover encontros entre artistas de diferentes gerações e estilos. A ideia é transformar o festival em plataforma de diálogo entre passado, presente e potencial futuro da música brasileira e internacional.
A coluna GENTE encerra a entrevista destacando que o conteúdo também circula pelo Instagram oficial, ampliando o alcance das falas de Zé Ricardo sobre o festival, as escolhas artísticas e as relações com artistas brasileiros.
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