Belo Horizonte recebe uma mostra inédita do artista Ramaya, com 45 obras de Realismo Abstrato. A exposição começa em 22 de julho no Museu Inimá de Paula, no Centro, reunindo novidades criadas especialmente para o projeto. Ramaya propõe diálogo entre memória e contemporaneidade com uma linguagem híbrida entre o realismo e a abstração.
O conjunto de obras revela a intenção de não apenas retratar figuras, mas explorar o que fica além da imagem. Segundo o artista, cada peça nasce de uma pesquisa sobre a persona retratada e o efeito que essa figura provoca no presente. A mostra enfatiza a convivência entre presença e memória, destacando a construção do olhar.
A exposição propõe ainda uma experiência tecnológica. Todas as obras trazem tags NFC e QR Codes que permitem acesso a conteúdos adicionais, como biografias, contexto histórico e as inspirações que moldaram cada pintura. O objetivo é oferecer agenda de leitura sobre o diálogo entre mestre, influência e o tempo atual.
Processo criativo e ambientação
Ramaya explica que o processo criativo começa antes da tela, com leituras, conversas, filmes, viagens e perguntas. O público poderá ver o ateliê recriado dentro do museu, um espaço que revela a etapa de pesquisa, dúvida e experimentação que antecede a obra final.
A mostra busca abrir espaço para entender o que cada mestre representa como direção, não caminho definitivo. O artista afirma que o Realismo Abstrato permite reconhecer a presença e também acessar camadas invisíveis da memória, da emoção e do tempo.
Local e acesso
O Museu Inimá de Paula fica na Rua da Bahia, 1201, em Belo Horizonte. A configuração da exposição incentiva o visitante a compreender o percurso cognitivo que sustenta cada tela, destacando a origem de cada linha, cor e textura.
A parceria com recursos digitais, por meio de QR Codes e NFC, facilita a contextualização das obras, com textos curatoriais que conectam a figura retratada ao seu lugar na história e ao tempo presente.
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