Após o lançamento do segundo episódio do reality show As Patroas, estrelado pelos funcionários do casal Viih Tube e Eliezer, o influenciador detalhou em suas redes a montagem da atração e o modelo de remuneração envolvido. A produção previa dois episódios por semana, com pagamento por capítulo e direito de imagem dos participantes.
Segundo Eliezer, todos os funcionários convidados assinaram contratos para participar, com remuneração por episódio e participação em um prêmio final. O influenciador também esclareceu que os trabalhadores recebem direitos de imagem, explicando o repasse de lucros envolvendo os personagens do reality.
As cenas que geraram críticas passaram a ser alvo de debate público. Entre os momentos mencionados, havia ações como funcionários buscando moedas dentro de lixo e dentro de um vaso sanitário, considerados por parte do público como chocantes. A proposta, segundo ele, era chamar atenção para a atração por meio de ações planejadas, porém apresentadas como autênticas.
O apresentador revelou que houve planejamento prévio das cenas com a participação dos empregados, garantindo que alguns elementos fossem combinados, mas reais. Em meio à repercussão, Eliezer disse ter sido intimado pelo Ministério Público, o que motivou a suspensão temporária do programa e a remoção do episódio inicial das redes.
Diante da decisão de manter o projeto ativo, o segundo episódio foi antecipado e divulgado posteriormente. Ainda conforme o relato dele, a intenção era usar a plataforma para discutir temas considerados relevantes, como propostas administrativas e políticas públicas, além de explorar formatos de conteúdo diferentes.
A dupla Viih Tube e Eliezer enfrentou críticas expressivas nas redes sociais desde o lançamento. O empresário afirmou que, ao escolher esse formato como estratégia de alcance, assumiu os riscos envolvidos na produção.
Contexto da polêmica
A polêmica ganhou contorno ao envolver o Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo, que abriu investigação sobre as condições de participação dos empregados. Além disso, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu alerta sobre exposição de trabalhadores a situações potencialmente constrangedoras, ressaltando possíveis violações de direitos trabalhistas.
Até o momento, não houve aplicação de multas nem outras sanções aos influenciadores, conforme a linha de apuração. A investigação segue em andamento, com apuração de responsabilidades e possíveis impactos legais para os envolvidos.
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