A banda paraense Baile do Mestre Cupijó desembarcou no Rio de Janeiro para celebrar os 50 anos do siriá, ritmo amazônico ligado ao carimbó. O conjunto inicia a turnê neste sexta-feira (3), com apresentações gratuitas para quem a renda familiar seja de até dois salários mínimos, conforme o PCG. Ao todo, serão quatro shows em unidades do Sesc.
O espetáculo homenageia Mestre Cupijó, nascido em Cametá (PA) e falecido em 2012. O músico foi uma referência do siriá, um ritmo tradicional do Baixo Tocantins. A banda leva o repertório e a história dele a diferentes cidades do estado.
João P. Cavalcante, diretor da formação, afirma que a agenda no Rio marca uma retomada do festival, com leitura contemporânea do patrimônio musical paraense. Entre os itens do repertório, estão quatro álbuns que completam 50 anos: Siriá Volume 1, Dance o Siriá Volume 2, Siriá Siriá Volume 3 e Siriá Volume 4.
Festejo
No primeiro semestre, a apresentação ocorre nesta sexta, 3, no Sesc São Gonçalo, às 19h. O público terá acesso gratuito para quem se enquadrar no PCG e ingressos a R$ 15 (inteira) ou R$ 7,50 (meia) para os demais.
No domingo, 5, o grupo se apresenta no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, às 18h. A série segue no Sesc Copacabana, no Rio, em 8 de setembro, às 19h, e encerra no Sesc Nova Iguaçu, em 11, às 16h.
A diretoria do grupo confirma participação de intérpretes de Libras para todas as sessões. A proposta é unir música, dança e os ritmos do Baixo Tocantins, numa leitura atual do patrimônio cultural brasileiro.
O projeto recebeu apoio do Edital Cultura Sesc Rio Pulsar, que viabilizou a presença da banda no estado. Cavalcante reforça que a missão é celebrar a memória de Cupijó e ampliar o alcance dos quatro álbuns fundadores.
Nascimento
A banda nasceu a partir de um documentário biográfico após a morte de Mestre Cupijó, idealizado pela sobrinha Jorane Castro. A iniciação ocorreu para resgatar registros históricos do artista e do siriá.
Carla Costa substituiu Cavalcante na formação, mantendo os dez integrantes e ampliando a voz feminina no grupo. O visual musical inclui metais, cordas, percussões amazônicas e dança, criando uma apresentação integrada ao patrimônio cultural paraense.
Os músicos trabalham na gravação de um novo álbum, com lançamento previsto para o final deste ano ou início de 2027. A produção contemplará um clipe e futuras apresentações no Rio, além de tournê nacional.
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