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Banda Demon Hunter processa Netflix por turnê de “Guerreiras do K-Pop”

Grupo afirma que nome causa confusão entre os fãs, pede indenização e tenta impedir o uso da marca em shows, músicas e produtos.

Foto da banda Demon Hunter
Banda de metal cristão Demon Hunter processa Netflix por turnê de Guerreiras do Kpop (Créditos: Divulgação/Demon Hunter)

A Demon Hunter, grupo de metal cristão, acionou judicialmente a Netflix e a promotora AEG Presents em uma corte federal da Califórnia. Segundo a banda, a turnê planejada a partir do filme “Guerreiras do K-Pop” (“KPop Demon Hunters”, no título original) viola direitos relacionados às suas marcas registradas. A banda afirmou na ação movida na […]

A Demon Hunter, grupo de metal cristão, acionou judicialmente a Netflix e a promotora AEG Presents em uma corte federal da Califórnia. Segundo a banda, a turnê planejada a partir do filme “Guerreiras do K-Pop” (“KPop Demon Hunters”, no título original) viola direitos relacionados às suas marcas registradas.

A banda afirmou na ação movida na terça-feira que o recente anúncio de uma turnê baseada no filme de sucesso da Netflix gerou confusão entre os consumidores e ameaça “ofuscar” sua marca.

“Em suma, a Netflix não tem mais direito de usar a marca KPOP DEMON HUNTERS do que teria para lançar um artista musical, uma turnê de shows e produtos licenciados sob as marcas KPOP METALLICA, KPOP U2 ou KPOP BLACK SABBATH”, afirmou a ação judicial.

Porta-vozes da Netflix e da AEG, bem como advogados e porta-vozes da banda, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre a ação nesta quarta-feira.

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A Demon Hunter foi formada em Seattle em 2000. A banda lançou seu álbum mais recente no ano passado e vai embarcar em uma turnê pelos EUA em outubro.

A Netflix lançou “Guerreiras do K-Pop”, um filme de animação sobre um grupo coreano de K-Pop que luta secretamente contra demônios, em junho de 2025. Ele se tornou o filme mais assistido da plataforma de streaming de todos os tempos, segundo a Netflix, e ganhou o Oscar de melhor longa-metragem de animação e de melhor canção.

A Netflix anunciou uma parceria com a AEG em maio para uma turnê baseada no filme.

A ação judicial da Demon Hunter alegava que as iniciativas da Netflix provavelmente causariam confusão e a excluiriam do mercado. A banda afirmou já ter recebido um pedido de reembolso de um pai que, por engano, comprou ingressos para um de seus shows em vez de para a turnê “KPop Demon Hunters”, além de ter recebido um e-mail de um produtor do programa Inside Edition solicitando uma entrevista com um dos compositores do filme.

“Como resultado da conduta deliberada dos réus”, a banda “agora enfrenta uma crise existencial, o que torna necessária a propositura desta ação”, declarou o grupo na petição inicial.

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A Demon Hunter solicitou ao tribunal uma ordem judicial para impedir o uso de “KPop Demon Hunters” em músicas, produtos licenciados ou na promoção de shows ao vivo, bem como uma indenização em valor não especificado.

Streaming já enfrentou outros processos devido a nomes de produções

A Netflix já enfrentou casos semelhantes, com o mais famoso datando 2019, quando a editora Chooseco, dona da marca “Choose Your Own Adventure”, processou a plataforma pelo filme interativo Black Mirror: Bandersnatch. A empresa alegou que a produção usou a expressão “escolha sua própria aventura” e um formato associado aos seus livros sem autorização. O processo terminou em 2020 com um acerto confidencial entre as partes.

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Recentemente, em 2025, a Netflix também foi processada devido ao nome da série She the People, pois uma organização política de mesmo nome, criada por Aimee Allison para ampliar a participação política de mulheres negras e de outras minorias, afirmou que já utilizava e tinha registrado a expressão antes da produção de Tyler Perry.

A série acabou rebatizada como Miss Governor, e a ação foi encerrada definitivamente em fevereiro de 2026 por acordo entre as partes, sem divulgação dos termos.

(Com informações da Reuters)

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