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Zadie Smith afirma não saber mais quando lê homens

Zadie Smith afirma, em Cambridge, que hoje lê menos homens e busca a sabedoria de escritoras mais velhas, como Helen Garner, em Dead and Alive

Her reading has ‘completely flipped compared to when I was young’ … Zadie Smith.
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  • Zadie Smith disse, em festival em Cambridge, que hoje lê homens com menos frequência e busca sabedoria em escritoras mais velhas, como Helen Garner, ao falar de Dead and Alive.
  • Ela explicou que o livro reúne ensaios sobre várias artistas mulheres, entre outros temas, e mencionou Jo​an Didion, Kara Walker e Celia Paul ao discutir as referências.
  • Questionada sobre o que é o “death of the male novelist”, Smith afirmou ter lido bons jovens homens recentemente, mas destacou o valor de autores como Didion e Sontag na lista de recomendações.
  • A autora criticou o cenário político atual, dizendo que a política está sendo conduzida por sociopatas, e comentou que o Labour não é o mesmo desde a era Kinnock, além de ligar inclusão econômica a condições materiais.
  • Smith está projetando um novo romance sobre adolescentes dos anos noventa; o editor afirmou que, por tratar de possibilidades da época, o livro pode surpreender o público.

Zadie Smith falou a leitores durante um festival literário em Cambridge sobre a leitura de autores masculinos versus femininos. Ela apresentou seu novo livro de ensaios, Dead and Alive, reforçando a busca por vozes de mulheres mais velhas e por leituras de figuras como Helen Garner. A conversa ocorreu no Arts Theatre, no fim de semana, em tom analítico e sem humor excessivo.

A autora de White Teeth explicou que hoje lê predominantemente mulheres mais velhas e que isso reflete uma mudança ao longo da vida. Segundo ela, a paciência para explorar a obra de outras gerações aumentou, especialmente quando se trata de aprendizados de artistas femininas.

Smith descreveu no livro algumas artistas femininas que a inspiram, como Joan Didion, Kara Walker e Celia Paul, ressaltando o quanto a produção desde 1975 tem sido estimulante. Ela recordou dificuldades da juventude para encontrar referências de mulheres vivas, destacando a importância dessas novas escolhas.

No debate, Smith citou também autores masculinos que aprecia, entre eles John Berger, Stuart Hall e James Baldwin, além de Didion, Anne Enright e Susan Sontag. A conversa incluiu ainda observações sobre o atual cenário político e sobre a participação da esquerda britânica.

A escritora comentou que o ambiente político recente tem sido marcado por comportamentos considerados sociopatas por alguns observadores. Questionada sobre a inclusão social na Grã-Bretanha, disse que o aspecto econômico pesa mais do que a percepção de maior abertura.

Em andamento, Smith trabalha em um romance sobre adolescentes da década de 1990. O editor, segundo a autora, indicou que a obra pode chocar por exibir possibilidades diferentes das atuais para os jovens. A autora descreveu o período como um mundo que desapareceu.

Persistência de temas e leitura

A discussão destacou o interesse de Smith por registrar a evolução da arte feminina nas últimas décadas. Ela indicou que o livro Dead and Alive é uma tentativa de documentar esse momento de transformação para futuras leituras.

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