- Bad Bunny tem estudado vinhos e passado a frequentar bons restaurantes durante a turnê.
- Em Medellín, ele apareceu no El Cielo, do chef Juan Manuel Barrientos, participando de uma experiência em que o comensal lambe os dedos sobre uma tigela de cerâmica.
- A prática é parte de uma tendência global: restaurantes buscam impressionar com apresentações teatrais e momentos únicos, além de alimentar a fome de novidade.
- O texto cita exemplos como o El Bulli, o Alchemist de Copenhague e espaços em cidades como Bangkok, São Paulo e outras, onde a experiência vai além do prato.
- A reportagem aponta que o objetivo é criar lembranças e estímulos sensoriais, alternando entre propostas mais discretas e outras mais performáticas.
Ao que tudo indica, Bad Bunny mergulhou no universo da gastronomia durante a sua turnê. O cantor porto-riquenho tem estudado vinhos e frequentado restaurantes de alto nível em diferentes países. Em Medellín, ele visitou o El Cielo, assinado pelo chef Juan Manuel Barrientos, conhecido como Juanma.
Em vídeo recente no Instagram, o artista aparece ao lado de uma tigela de cerâmica cinza após o show na cidade colombiana. O chef preparou uma experiência em que o comensal é convidado a estender as mãos sobre a tigela, enquanto um garçom despeja chocolate morno de uma jarra. O momento é apresentado como uma experiência sensorial.
Essa tendência de refeições performativas ganhou força globalmente. Em Medellín, em São Paulo, Paris e Nova York, é comum encontrar pratos com apresentação teatral e interação direta do garçom com o cliente. Comer fora passa a ser visto como uma experiência que vai além da alimentação.
Tendência de restaurantes imersivos
Historicamente, restaurantes nasceram para alimentar, mas evoluíram para oferecer momentos únicos. A difusão de técnicas inspiradas na ciência e na indústria impulsionou uma gastronomia de surpresa, com foco em espetáculo e convivência.
Casos icônicos, como o El Bulli de Ferran Adrià, ajudaram a ampliar o conceito para além da mesa. A prática se espalhou, chegando a espaços menores e a cozinhas de maior criatividade. A ideia é transformar a refeição em evento cultural.
Alguns estabelecimentos levam a ideia a extremos, com ingredientes raros, apresentações temáticas e recursos tecnológicos. Em Alchemist, em Copenhagen, o jantar envolve múltiplos ambientes, projeções em 3D e uma experiência imersiva que combina música e culinária.
Nem todos os restaurantes adotam o mesmo caminho. Em Bangkok, por exemplo, existe um modelo mais performático que envolve iluminação, fogo e momentos de entretenimento durante o serviço, gerando debates sobre o equilíbrio entre experiência e função restauradora.
Entre na conversa da comunidade