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Chef de Picuí, casamenteiro da Milagres, começa na carne de sol

Do início humilde com carne de sol à notoriedade em Milagres, Wanderson Medeiros transforma tradição culinária em casamentos disputados

Wanderson Medeiros, o Picui?, chef "casamenteiro" de São Miguel dos Milagres, em Alagoas
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  • Wanderson Medeiros, conhecido como Picuí, é o chef de São Miguel dos Milagres, em Alagoas, cuja carreira na cozinha começou na infância em Picuí, na Paraíba, de onde herdou o apelido e a tradição da carne de sol.
  • Cresceu ajudando na família e, aos 12 anos, já trabalhava no salão do restaurante da família; aos 16 anos, revelou ter pensado em ser vegetariano.
  • Interessou-se por sushi após um evento traumático na área de culinária japonesa; fez curso rápido de cozinheiro auxiliar no Senac-AL e passou a testar receitas no restaurante da família.
  • Tornou-se reconhecido falar em revistas, TV e eventos por todo o Brasil; em dois grandes casamentos em Milagres, Alagoas, ganhou notoriedade que transformou Milagres no destino mais procurado de casamento do país.
  • Em 17 de janeiro deste ano, montou uma panela de quase dois metros na praça central de Picuí para servir baião de dois e outros itens, com renda revertida à igreja; ele costuma realizar esse prato especial na festa de São Sebastião, em Picuí, uma vez por ano.

O chef Wanderson Medeiros, conhecido como Picuí, atua como organizador de buffets e casamentos em São Miguel dos Milagres, Alagoas. His carro-chefe é montar eventos com apresentação impecável, atraindo clientes de várias regiões.

Nascido em Picuí, na Paraíba, ele herdou o apelido e a tradição da carne de sol. A trajetória começou na infância, entre a avó, a mãe e o pai, que abriram o restaurante Carne de Sol do Picuí em Maceió.

Aos 12 anos, Picuí já ajudava no salão e, aos 16, lembrava que comer bem era essencial. Em 1989, a família abriu o empreendimento na capital, e ele passou a aprender cozinhar, testar receitas e encantar paladares desde cedo.

A virada para Milagres e os grandes eventos

Nos anos seguintes, o chef consolidou-se como referência em casamentos de grande porte, com recordes de festas para centenas de pessoas. Em 2014, realizou o casamento de uma amiga para quase 500 convidados. Em 2015, foi contratado para um evento na Praia do Francês.

Entre 2016 e 2018, organizou cerimônias na Capela de Milagres e tornou Milagres o destino mais requisitado do país para casamentos. Hoje, estima realizar cerca de 150 eventos por ano, variando de 20 a 3.000 convidados.

Em 2021, abriu o Canto do Picuí, em Pinheiros, São Paulo, trazendo a culinária alagoana para o público da capital. A casa fechou as portas em 2025, mas o núcleo de eventos Touring W Gourmet permanece ativo, com 60 funcionários.

Retorno às raízes e contribuição local

Anualmente, Picuí reserva tempo para cozinhar na cidade natal. Em 17 de janeiro deste ano, montou uma panela de quase dois metros na praça central de Picuí, servindo baião de dois com carne de sol, queijo coalho, feijão verde e linguiça defumada.

A renda do evento foi destinada à igreja local, mantendo a tradição de combinar gastronomia e comunidade. O caso reforça a ligação entre a carreira do chef e as raízes culturais da região.

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