- O Tinder informou aumento de 29% nas menções a livros nas bios, e 41% entre mulheres, indicando que leitura está em destaque nas paquera online.
- Pesquisas da Headway apontam que 75% das pessoas acham parceiros que leem mais atraentes.
- A comunidade BookTok cresce e clubes de leitura quase não param de ganhar espaço; listagens de clubes no Reino Unido cresceram 41% entre 2022 e 2023.
- A leitura virou experiência de viagem: 55% dos viajantes já consideraram ou reservaram férias inspiradas em um livro, com opções como festivais, resorts literários e hotéis com bibliotecas.
- Mesmo assim, a leitura por prazer está em queda: desde 2003, o número de americanos que leem por prazer caiu cerca de 40%.
A “Booksmaxxing” ganhou espaço no debate sobre leitura e relacionamentos, segundo dados de apps de namoro e pesquisas. A prática envolve usar referências literárias em perfis para atrair interesse romântico, com leitura vista como atributo de apelo. O movimento ganhou força após a aposta de plataformas de relacionamento de que livros ajudam na atração.
Entre as informações, o Tinder aponta aumento de menções a livros em bios de até 29%, sendo 41% entre mulheres. Já uma pesquisa da Headway aponta que 75% dos entrevistados consideram parceiros que leem como mais atraentes. A ideia é associar leitura a traços desejáveis como intelectualidade e reflexão.
Outros sinais acompanham a tendência: comunidades como a BookTok crescem com resenhas e recomendações, e clubes de leitura relatam alta participação no Reino Unido, com alta de 41% em cadastros entre 2022 e 2023. Além disso, viagens literárias, festivais e hotéis com bibliotecas ganham espaço, consolidando o conceito.
Desenvolvimento e contexto
Dados do Skyscanner indicam que 55% dos viajantes já consideraram ou adotaram viagens inspiradas em obras. Festivais literários no exterior, clubes de livros em resorts e hotéis com biblioteca aparecem como formatos de experiência. A prática é parte de um conjunto maior de tendências de consumo cultural.
Paralelamente, há uma leitura mais ampla sobre o interesse: a leitura para lazer nos EUA caiu 40% desde 2003, o que sugere um cenário de queda geral. Ainda assim, o interesse por leituras temáticas e experiências associadas permanece como nicho de engajamento.
O fenômeno é visto por especialistas como uma forma performativa de demonstrar inteligência e atenção, sem que haja consenso sobre efeito prático na leitura real. Em termos práticos, continua a haver espaço para debate sobre o impacto dessa prática.
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