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Cognac La Chine adia sanções e oferece nova esperança à indústria do cognac

Ministro francês anuncia prorrogação de investigação chinesa sobre o cognac, mas setor ainda enfrenta riscos com tarifas temporárias.

O ministro francês Jean-Noël Barrot anunciou, durante sua visita a Shanghai, que a enquete chinesa sobre o cognac foi prorrogada por três meses, evitando a aplicação imediata de tarifas definitivas. Ele destacou que essa prorrogação é um “sursis” e uma “primeira etapa” para resolver o conflito. A decisão foi recebida com cautela pelos representantes do […]

O ministro francês Jean-Noël Barrot anunciou, durante sua visita a Shanghai, que a enquete chinesa sobre o cognac foi prorrogada por três meses, evitando a aplicação imediata de tarifas definitivas. Ele destacou que essa prorrogação é um “sursis” e uma “primeira etapa” para resolver o conflito. A decisão foi recebida com cautela pelos representantes do setor, que já enfrentam tarifas temporárias desde outubro, resultando em uma queda de 60% nas exportações de cognac para a China.

A indústria do cognac, que gera 72.500 empregos na França, é altamente dependente das exportações, com 98% de suas vendas destinadas ao exterior, totalizando 3,35 bilhões de euros. Os Estados Unidos são o principal mercado, representando 38% das exportações, seguidos pela China com 25%. As tarifas impostas pela China foram vistas como uma retaliação a medidas semelhantes da União Europeia sobre subsídios a veículos elétricos.

Anthony Brun, presidente da União Geral dos Viticultores para a AOC Cognac, expressou um “sentimento compartilhado” sobre a prorrogação, considerando-a um “sinal positivo”, mas enfatizou a necessidade de um “abandonamento definitivo” das sanções. O governo francês, por meio de Barrot, reafirmou seu compromisso em mobilizar diplomatas para proteger os interesses dos produtores de cognac, com o apoio do presidente Emmanuel Macron.

A situação permanece tensa, já que a prorrogação é a última oportunidade para evitar a aplicação de tarifas definitivas. A indústria do cognac continua a pressionar o governo francês e a União Europeia para que atuem em defesa do setor, que já enfrenta uma crise significativa devido às tarifas temporárias.

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