A burrata, um queijo italiano, se tornou muito popular em restaurantes e nas redes sociais, mas essa fama gerou críticas. Chefs e críticos acham que a burrata está em todo lugar e isso faz com que queijos melhores, como stracchino e ricota, fiquem esquecidos. A jornalista Helen Santiago diz que a burrata perdeu seu encanto e seu sabor depende muito dos acompanhamentos. Mikel López Iturriaga, do El Comidista, a vê como um símbolo de mediocridade na gastronomia. A popularidade da burrata nas redes sociais, especialmente no Instagram, levou chefs a criar combinações diferentes, mas isso fez com que o queijo, que era simples, se tornasse caro e glamouroso. Francesco Cerutti, de uma queijaria em Barcelona, afirma que a burrata industrial não é a verdadeira, por isso ele prefere queijos artesanais. Giacomo Hassan, de um restaurante, também não gosta da burrata e prefere stracchino, que considera mais autêntico. A crescente demanda pela burrata levanta dúvidas sobre a qualidade dos queijos, e tanto Cerutti quanto Hassan acreditam que a burrata não se compara a queijos frescos tradicionais.
A burrata, queijo italiano, se tornou um item onipresente em cardápios de diversos restaurantes, gerando críticas de chefs e especialistas. A popularidade excessiva do produto é vista como uma moda superficial que ofusca queijos de maior qualidade, como stracchino e ricota.
Críticos apontam que a burrata, inicialmente apreciada, perdeu seu charme devido à sua saturação. A jornalista Helen Santiago descreve a experiência como um “estancamento no tempo”, onde o sabor se limita ao que é adicionado, como pesto ou vinagre. Mikel López Iturriaga, diretor de El Comidista, também expressa seu descontentamento, afirmando que a burrata se tornou um símbolo de mediocridade na gastronomia.
A viralidade da burrata nas redes sociais, especialmente no Instagram, contribuiu para sua popularização. Chefs têm experimentado combinações inusitadas, adicionando ingredientes como sardinha, champignon e até frutas. Essa tendência gerou um culto em torno do queijo, que, apesar de suas origens humildes, se transformou em um produto caro e glamouroso.
Francesco Cerutti, proprietário da queseria Pinullet em Barcelona, destaca que a burrata industrial não representa a verdadeira essência do queijo. Ele optou por não oferecer o produto, preferindo promover alternativas artesanais. Giacomo Hassan, chef do restaurante Bodega Bonay, também rejeita a burrata, optando por stracchino, que considera uma opção mais autêntica e saborosa.
A crescente demanda pela burrata levanta questões sobre a qualidade dos queijos disponíveis. Cerutti e Hassan concordam que a burrata, muitas vezes, não se compara a queijos frescos tradicionais, como o mató e o recuit de drap. A popularidade do queijo, embora intrigante, representa um desafio para a valorização de opções mais autênticas na culinária.
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