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Château Le Puy busca se destacar com vinhos naturais e identidade própria em Bordeaux

Château Le Puy planeja aumentar a exportação de seus vinhos para o Brasil, destacando seu método de produção natural em meio à crise de Bordeaux.

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Bordeaux, na França, é famosa por seus vinhos, mas a vinícola Château Le Puy quer se destacar como algo diferente. Harold Langlais, co-proprietário da vinícola, disse que eles não são apenas mais um produtor de Bordeaux, mas sim Le Puy. Durante uma visita ao Brasil, ele anunciou planos para aumentar a exportação de seus vinhos, incluindo o rótulo Barthélemy, que não está disponível no país. A vinícola se destaca por sua produção natural e sustentável, evitando produtos químicos há mais de 400 anos. Langlais acredita que seus vinhos são mais interessantes em um momento em que a região de Bordeaux enfrenta uma crise devido a mudanças climáticas e queda na demanda. Ele mencionou que atualmente enviam apenas 2.000 a 3.000 garrafas para o Brasil, mas planejam aumentar esse número. O Barthélemy deve chegar ao Brasil custando cerca de R$ 4.500. Langlais vê a exportação como uma missão para espalhar seu estilo de vinificação, sem se preocupar com tensões políticas ou tarifas. Ele acredita que o aquecimento global é a maior preocupação para o futuro da produção de vinhos.

Harold Langlais, co-proprietário da vinícola Château Le Puy, anunciou planos para aumentar a exportação de seus vinhos para o Brasil. Durante um evento em São Paulo, ele destacou a intenção de trazer de volta o rótulo Barthélemy, um dos mais icônicos da vinícola, que atualmente não está disponível no país.

A vinícola, localizada na famosa região de Bordeaux, é reconhecida por sua produção natural e sustentável. Langlais enfatizou que Le Puy se diferencia de outros produtores da região, que enfrentam uma crise devido à queda na produção e à diminuição da demanda global. “As pessoas não bebem mais Bordeaux. A região está em crise”, afirmou.

Com uma produção de cerca de duzentas mil garrafas por ano, Château Le Puy evita o uso de produtos químicos sintéticos e adota práticas que promovem a biodiversidade. Langlais acredita que essa abordagem resulta em vinhos mais vibrantes e interessantes. “Le Puy é diferente. É como um alimento. É alegria”, disse.

Aumento das Exportações

Atualmente, a vinícola exporta entre duas mil e três mil garrafas para o Brasil anualmente. Langlais expressou a esperança de aumentar esse número para cinco mil. O rótulo Barthélemy, que custa 150 euros na França, deve chegar ao Brasil com um preço aproximado de R$ 4.500, devido aos impostos.

Além do Brasil, a vinícola já exporta para setenta países, com destaque para o Japão, onde seus vinhos ganharam notoriedade através do mangá Gotas de Deus. Langlais vê a exportação como uma missão, mais do que uma estratégia comercial, buscando espalhar seu estilo de vinificação pelo mundo.

Desafios e Perspectivas

Langlais também comentou sobre as tensões geopolíticas e a possibilidade de aumento de tarifas sobre vinhos franceses. Ele minimizou essas preocupações, afirmando que o verdadeiro desafio é o aquecimento global, que impacta a produção de vinhos. “Precisamos aprender a viver em um mundo instável”, concluiu.

Com um compromisso de mais de quatro séculos com a produção sustentável, Château Le Puy se posiciona como um exemplo de inovação em um setor tradicional, buscando conquistar novos mercados e consumidores.

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