Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vigneron propõe reabilitação de variedades híbridas para enfrentar crise da viticultura

Híbridas ganham destaque na viticultura: resistência e potencial para vinhos de terroir são defendidos por Valentin Morel em novo livro.

0:00
Carregando...
0:00

Valentin Morel lançou um livro defendendo as variedades de uvas híbridas, ressaltando sua resistência a doenças e sua capacidade de produzir vinhos de terroir. Ele critica a visão negativa que muitos ainda têm sobre essas uvas, que foram historicamente plantadas em condições ruins e mal trabalhadas. A proibição de algumas variedades híbridas em 1935 coincidiu com a criação das AOCs, que priorizaram a Vitis vinifera, associada a tradição e qualidade. Morel observa que muitos vignerons ainda têm receio das uvas híbridas, influenciados por ideias de que elas são inferiores. Ele argumenta que a vulnerabilidade da Vitis vinifera não é inevitável e que a forma como a viticultura é praticada hoje contribui para isso. Morel acredita que os híbridos podem ser uma solução para os desafios climáticos e que é possível fazer vinhos de terroir com eles, desafiando a ideia de que apenas as uvas tradicionais podem expressar o terroir. Ele sonha em ver grandes vinificadores trabalhando com híbridos, pois acredita que isso poderia resultar em vinhos excepcionais.

Valentin Morel, em seu novo livro, defende a reabilitação das variedades híbridas de uvas, destacando sua resistência a doenças e potencial para vinhos de terroir. O autor critica a visão negativa que ainda persiste sobre essas variedades, que foram historicamente desvalorizadas.

Morel, que tem raízes familiares na viticultura, relata que sua experiência pessoal e a crise enfrentada por vignerons, incluindo suicídios e perdas devido a geadas, o motivaram a explorar as variedades híbridas. Ele argumenta que a má reputação dos híbridos se deve ao fato de terem sido cultivados em condições inadequadas e por pessoas sem formação específica em viticultura.

O autor observa que a proibição de certos híbridos em 1935 coincidiu com a criação das primeiras AOCs (Appellations d’Origine Contrôlée), que priorizaram a Vitis vinifera, associada a tradições e qualidade. Morel afirma que os híbridos, com seu patrimônio genético de espécies americanas, são mais robustos e adaptáveis às mudanças climáticas.

Ele critica a resistência de alguns vignerons, especialmente os biodinamistas, que ainda veem os híbridos com desconfiança. Para Morel, a viticultura moderna deve reconsiderar a utilização de híbridos como uma solução viável para os desafios atuais, como a vulnerabilidade das vinhas às doenças.

Morel também discute a possibilidade de criar vinhos de terroir a partir de híbridos, desafiando a ideia de que apenas as variedades tradicionais podem expressar o terroir. Ele acredita que, com o manejo adequado, é possível produzir vinhos de qualidade que reflitam a singularidade do solo e do clima. “Meus vinhos de híbridos são, sem dúvida, vinhos de terroir”, afirma.

O autor conclui que a diversificação com híbridos pode ser uma oportunidade econômica para os vignerons, especialmente em um cenário de mudanças climáticas. Ele sonha em ver grandes vinificadores experimentando com essas variedades, contribuindo para uma nova era na viticultura.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais