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Irrigação do vinhedo na França se torna essencial diante das mudanças climáticas

Alain Deloire defende irrigação controlada em vinhedos franceses para combater estresse hídrico e garantir qualidade das uvas.

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Alain Deloire, um especialista em viticultura, defendeu recentemente a irrigação como uma solução importante para o estresse hídrico que afeta os vinhedos na França. Atualmente, apenas 20% das vinhas no país são irrigadas, principalmente em períodos específicos, o que gera debates sobre essa prática. Deloire acredita que a irrigação é vital para a sobrevivência das vinhas em climas adversos e sugere um controle rigoroso da água utilizada por hectare, além de ferramentas de alerta para os viticultores. Ele explica que a produção de vinho requer entre 250 e 350 litros de água para cada litro de mosto, e a falta de água pode prejudicar a qualidade das uvas. Embora a irrigação seja comum em países como Espanha e Estados Unidos, ela enfrenta resistência na França, onde muitos pensam que isso significa irrigar constantemente. Deloire destaca que a irrigação deve ser controlada, citando um exemplo nas Côtes-du-Rhône, onde é limitada a 800 a 1000 m³ por hectare por ano. Ele também está desenvolvendo ferramentas para ajudar os viticultores a irrigar de forma mais eficiente, focando nas raízes que absorvem água. A irrigação é importante não só para manter a qualidade das uvas, mas também para produzir vinhos com menos álcool e mais frescor. Sem água, mesmo os melhores terroirs não conseguem produzir vinhos de qualidade.

Recentemente, o especialista em viticultura Alain Deloire defendeu a irrigação como uma solução crucial para o estresse hídrico enfrentado pelos vinhedos franceses. Atualmente, cerca de 20% das vinhas no país são irrigadas, principalmente em períodos limitados, o que gera debates sobre a eficácia e a regulamentação dessa prática.

Deloire argumenta que a irrigação é essencial para garantir a sobrevivência das vinhas em condições climáticas adversas. Ele propõe um controle rigoroso da quantidade de água utilizada por hectare e o desenvolvimento de ferramentas de alerta para os viticultores. Segundo ele, a irrigação de preservação é uma evidência necessária, já que a falta de água pode levar à morte das plantas.

A produção de vinho exige entre 250 e 350 litros de água para cada litro de mosto, sendo que a maior parte dessa água se perde por evaporação. Deloire destaca que, em regiões secas, a redução do número de ramos pode resultar em uvas de melhor qualidade, mas questiona a rentabilidade de vinhedos que produzem menos de 30 hectolitros por hectare.

Desafios da Irrigação

A irrigação é uma prática comum em países como Espanha e Estados Unidos, mas enfrenta resistência na França. Deloire observa que a mentalidade em relação à irrigação precisa mudar, pois muitos acreditam que a prática implica em irrigar continuamente, o que não é verdade. Ele enfatiza que a irrigação deve ser controlada e limitada, com um exemplo recente nas Côtes-du-Rhône, onde a irrigação é restrita a 800 a 1000 m³ por hectare anualmente.

Além disso, Deloire está trabalhando em ferramentas de alerta para ajudar os viticultores a irrigar de forma mais eficiente. Ele sugere que a irrigação deve focar nas raízes finas, que são as mais eficazes na absorção de água. A regulamentação atual está sendo revisada, com uma comissão do INAO estudando a possibilidade de mudanças.

A irrigação não apenas ajuda a manter a qualidade das uvas, mas também é fundamental para a produção de vinhos com menos álcool e mais frescor. Deloire conclui que, sem água, mesmo os melhores terroirs não conseguem produzir vinhos de qualidade.

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