O setor de vinhos em Bordeaux está enfrentando uma crise grave, que piorou com tempestades recentes que danificaram vinhedos e propriedades. Essas chuvas de granizo destruíram plantações em áreas como AOC Graves e Entre-deux-Mers, causando grandes prejuízos para os viticultores. Amandine Noriega, uma viticultora, disse que perdeu todo o trabalho de um ano em apenas oito minutos. Muitos viticultores, que já estão com dificuldades financeiras, não conseguem pagar seguros contra desastres naturais, o que aumenta a pressão sobre um setor que já viu um aumento de 64% nas falências no início de 2025. O sistema de proteção contra granizo, que existe desde a década de 1950, está em crise devido a cortes de financiamento, reduzindo seu orçamento de 165.000 para 20.000 euros por ano. Isso dificulta a proteção efetiva dos vinhedos. Além disso, a remoção de 18.000 hectares de vinhedos nos últimos dois anos, como parte de um plano para estabilizar os preços, também contribui para a situação. A busca por novas fontes de financiamento para o sistema de proteção é urgente, com a indústria vitícola considerando o apoio de châteaux e seguradoras. David Labat, presidente da AOC Entre-deux-Mers, destacou que a viticultura está em uma situação econômica difícil e sem recursos para financiar a proteção necessária.
O setor vitícola da região de Bordeaux enfrenta uma grave crise, exacerbada por recentes tempestades que causaram danos significativos a vinhedos e propriedades. Na noite de sexta para sábado, orações localizadas atingiram áreas das AOC Graves e Entre-deux-Mers, resultando em destruição de plantações e estruturas. A interprofissão do vinho de Bordeaux destacou que, embora a área afetada seja pequena em comparação aos 95.000 hectares do vinhedo bordalês, os prejuízos são devastadores para os viticultores.
A viticultora Amandine Noriega, de Porte-de-Benauge, relatou que o trabalho de um ano foi destruído em apenas oito minutos de granizo, comprometendo o próximo ano de colheita. Muitos viticultores, já em dificuldades financeiras, não conseguem arcar com seguros contra intempéries, aumentando a pressão sobre um setor que já registrou um aumento de 64% nas falências no primeiro trimestre de 2025.
Sistema de Proteção Fragilizado
O sistema de proteção antigrêle, criado na década de 1950, enfrenta cortes de financiamento e deficiências operacionais. A Associação Departamental de Estudo e Luta contra Fluxos Atmosféricos (Adelfa 33) opera com um orçamento reduzido, passando de 165.000 para 20.000 euros anuais, o que compromete sua capacidade de ação. O presidente da Adelfa, Dominique Fédieu, alertou que a falta de geradores em áreas críticas e o aumento dos limites de alerta dificultam a proteção efetiva.
Além disso, a crise de sobreprodução levou à remoção de 18.000 hectares de vinhedos nos últimos dois anos, como parte de um plano para estabilizar os preços. As mudanças climáticas intensificam os desafios, e o sistema de proteção é considerado deficiente por muitos viticultores. O conselho departamental, ciente das dificuldades, argumenta que a queda nas receitas devido à crise imobiliária limita sua capacidade de apoio.
Buscando Soluções
A busca por novas fontes de financiamento para o sistema antigrêle é urgente. A indústria vitícola considera a participação de châteaux renomados, o apoio de outras entidades locais e até mesmo contribuições de seguradoras. Até o momento, apenas o conselho regional de Nova-Aquitaine se comprometeu de forma clara a ajudar.
David Labat, presidente da AOC Entre-deux-Mers, enfatizou que a viticultura está em uma situação econômica delicada, sem recursos para financiar uma proteção que beneficia a todos. Fédieu expressou sua surpresa com a falta de visão das seguradoras, que não investem em prevenção, mesmo diante dos altos custos gerados pela destruição das plantações.
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