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Adriana Varejão explora o silêncio e o vazio nas redes sociais em nova exposição

A exposição "Construção no Vento" destaca a relação entre arte, silêncio e desejo, com entrada gratuita até 4 de outubro em São Paulo

Obra intitulada 'Oceano, aceita-me?' de Leonilson (Foto: Reprodução)
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  • A exposição “Construção no Vento” está em cartaz em São Paulo, reunindo 59 obras de artistas como Tunga, Hélio Oiticica e Adriana Varejão.
  • A curadoria é de Luisa Duarte e a mostra aborda temas como vazio e silêncio na arte contemporânea, com foco no minimalismo e na presença do corpo.
  • A obra “Parede com Incisões a La Fontana (Istambul)” de Adriana Varejão destaca a tensão entre estética e emoção.
  • A cor branca é um elemento central, simbolizando pureza e desejo, com obras que exploram a dimensão erótica, como as de Leonilson.
  • A exposição está aberta ao público até 4 de outubro, com entrada gratuita, no espaço Claraboia, em Pinheiros.

A exposição “Construção no Vento” está em cartaz na capital paulista, reunindo 59 obras de artistas renomados como Tunga, Hélio Oiticica e Adriana Varejão. A mostra, curada por Luisa Duarte, explora temas como vazio e silêncio na arte contemporânea, destacando a presença do minimalismo e do corpo nas criações.

Entre as obras, a pintura “Parede com Incisões a La Fontana (Istambul)” de Varejão se destaca, revelando a tensão entre a ordem estética e a fúria interna. A curadora enfatiza que a proposta da exposição é longe de ser asséptica, buscando incluir artistas que abordem a dimensão do desejo, como Leonilson. Suas obras, de caráter confessional, convidam o espectador a uma relação íntima, como em “Oceano, Aceita-me?”, onde traços delicados formam rios que deságuam no mar.

Minimalismo e Cor Branca

A cor branca permeia a exposição, simbolizando tanto a pureza quanto o desejo. A curadora explica que Leonilson subverte a ideia de assepsia associada ao branco, trazendo uma dimensão erótica e de vida. Mira Schendel, outra artista em destaque, apresenta obras que ativam o vazio, como em “Símbolos”, onde letras flutuam sobre o papel, enfatizando a leveza e a sutileza.

A proposta da mostra é um convite à reflexão sobre a importância do silêncio em um mundo saturado de informações. Duarte ressalta que a economia de gestos e formas, presente em obras como a de Fernanda Gomes, contrasta com a hiperestimulação contemporânea. A artista utiliza materiais simples, promovendo uma relação ética com o que sobra.

Reflexão e Silêncio

A exposição “Construção no Vento” é uma oportunidade para contemplar a quietude em tempos de cacofonia digital. A curadora destaca que, atualmente, o silêncio possui uma dimensão política, e a arte pode servir como um contraponto à hipervisibilidade do mundo moderno. A mostra está aberta ao público até 4 de outubro, com entrada gratuita, no espaço Claraboia, em Pinheiros.

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