Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gastrofashion revela como moda e gastronomia estão conectadas

Moda e gastronomia caminham juntas, transformando biomas, ingredientes e texturas em roupas, menus e identidades de marca

Tarte matcha latte, tarte carrot cake e tarte de romã com flor de laranjeira. Foto: Juliana Penteado/Divulgação
0:00
Carregando...
0:00
  • Gastrofashion é a conexão entre moda e gastronomia, que transforma ingredientes, biomas e texturas em roupas, menus e tendências.
  • Exemplos recentes incluem o novo menu de dez etapas do D.O.M. (Alex Atala) inspirado em biomas brasileiros e a coleção “Natureza Morta” da marca Normando (Belém) com estampas como “Banana Podre” e usados de materiais como látex da Amazônia.
  • A relação entre os dois setores ganhou destaque em desfiles, com referências a biomas, ingredientes e sustentabilidade na moda.
  • A estética gastronômica também aparece na construção de identidade visual, com chefs desenhando cardápios à mão, similar a croquis de estilistas, e chefs influenciando uniformes e materiais de design.
  • O fenômeno é reconhecido como uma expressão do “espírito do tempo”, unindo consumo, estilo de vida e expressão cultural através de moda e gastronomia.

A moda e a gastronomia caminham juntas em um movimento que transforma ingredientes, biomas, texturas e desejos em roupas, menus e tendências. Chamado de gastrofashion, o conceito revela como os dois universos dialogam na prática, seja em desfiles, menus ou nas práticas criativas de chefs e estilistas.

No Rio de Janeiro e em Belém, surgem exemplos emblemáticos dessa conexão. Restaurantes de renome apresentam menus inspirados em biomas brasileiros, enquanto marcas de luxo incorporam elementos da comida em acessórios e estampas. A ideia é expressar identidade e visão de mundo por meio de artes culinária e vestuário.

A relação entre moda e gastronomia ganhou visibilidade em eventos recentes, como o Guia Michelin no Rio e desfiles de fashion week, onde chefs desenham cardápios à mão e estilistas incorporam símbolos da natureza em coleções. A prática evidencia uma produção criativa que atravessa fronteiras.

Entre os protagonistas, o chef Alex Atala do D.O.M. e a dupla paraense Normando, de Belém, aparecem como referências. O D.O.M. lançou um menu de 10 etapas que percorre biomas brasileiros, enquanto a grife Normando explorou estampas como Banana Podre e Amazônia Oxidada, com materiais como látex da Amazônia.

Pesquisadores e profissionais do setor destacam que a relação é sistêmica. A velocidade de mudanças na moda e a amplitude da gastronomia ajudam a manter os dois setores em sintonia, respondendo a tendências de consumo, texturas e cores. A transformação é vista como parte de um mesmo ecossistema criativo.

Chefs costumam desenhar pratos de forma similar a estilistas traçando croquis. Exemplos recentes incluem chefs que desenvolvem menus com desenhos manuais e fotógrafos que registram pratos como modelos. Esse paralelo reforça a ideia de que cada prato ou prato visual carrega uma narrativa própria.

Além da alta gastronomia, o uso de elementos brasileiros em materiais e acessórios aparece no imaginário de marcas de luxo. A prática de transformar comida em estilo de vida se torna parte da construção de identidade nas redes sociais, onde consumo, imagem e referências culturais se entrelaçam.

Especialistas apontam que a prática vem ganhando espaço entre jovens públicos e profissionais. A integração entre textura de pratos, paleta de cores e formatos de roupas reforça a noção de que moda e comida compartilham espaço de expressão, criação e consumo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais