- Lily King é atriz premiada e autora indicada ao Women’s prize, falando sobre suas influências literárias, como Judy Blume e Tove Jansson.
- A primeira memória de leitura foi com The Little Engine That Could, aos quatro anos.
- Na adolescência, Winesburg, Ohio e It’s Not the End of the World de Judy Blume ajudaram a firmar o desejo de escrever.
- Aos dezesseis anos, ela odiou Orgulho e Preconceito, mas releu mais tarde e passou a valorizar Jane Austen.
- Leituras atuais incluem A Dance to the Music of Time de Anthony Powell e The Sound and the Fury de William Faulkner; leitura de conforto é I Capture the Castle.
Lily King, autora indicada ao The Women’s Prize, abriu espaço para falar sobre as leituras que moldaram sua carreira. Em entrevista, ela relembra memórias de leitura ainda na infância, quando o livro favorito começou a gerar o desejo de escrever.
Ela destaca a influência de Judy Blume, especialmente o título It’s Not the End of the World, que leu aos nove anos. Segundo King, a obra mostrou que o drama e o humor da vida cotidiana cabem nas páginas de um livro.
Aos 14 ou 15 anos, a autora leu Winesburg, Ohio, de Sherwood Anderson, e ficou marcada pela visão de observadora de uma pequena cidade. A leitura consolidou o desejo de virar escritora e alimentou a ambição de explorar comportamentos incomuns.
Influências que moldaram a escrita
Ao entrar na pós-graduação em escrita criativa, King conheceu a amiga Laura McNeal e leu Virginia Woolf pela primeira vez. A experiência, segundo ela, mudou seu jeito de escrever, permitindo sair de uma produção mais superficial para um trabalho mais profundo.
Ela relembra que foi ao encontro de Blume novamente ao pensar no momento em que decidiu se tornar autora, ainda na adolescência. Embora tenha seguido uma trajetória diferente, Blume permanece como referência de início de carreira.
Relação com Jane Austen
A autora relata ter sido indicada a Pride and Prejudice no verão em que tinha 16 anos e, inicialmente, odiou a leitura por não conseguir passar das primeiras páginas. Quando revisitou a obra em outra fase da vida, houve uma revelação, e hoje lê Austen com frequência, especialmente Persuasão e Orgulho e Preconceito.
Entre as leituras que marcaram, King destaca The Sound and the Fury, de Faulkner, como livro que passou a apreciar ao longo da vida, valorizando as vozes, a linguagem e a exploração de temas complexos.
Leituras atuais e momentos de leitura
Além de Faulkner, King lê obras diversas, incluindo estudos sobre história norte-americana e biografias. Entre as leituras atuais, ela menciona Anthony Powell, Charlotte Wood, Jayne Anne Phillips e obras de pesquisa para novos projetos.
Para momentos de conforto, a autora cita I Capture the Castle, de Dodie Smith, como leitura underrated que lhe traz prazer. Ela segue buscando novas leituras que alimentem a imaginação e o trabalho criativo.
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