Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Exposição de Matisse revela que idade não freia a imaginação

Exposição em Paris mostra que a velhice não freia Matisse: aos oitenta, ele cria guaches recortados sentado, reinventando a arte na última fase

NADA DE PARAR - O mestre em 1952, aos 82 anos: em cadeira de rodas e sem poder ficar tantas horas de pé, ele passou a criar lindos guaches, que recortava, como Ícaro (à dir.), da série Jazz
0:00
Carregando...
0:00
  • Após enfrentar câncer abdominal, Matisse realizou uma cirurgia de alto risco aos 71 anos e passou a conviver com limitações motoras, inclusive cadeira de rodas.
  • Aos 82, ele reinventou a arte com os gouaches découpées (guaches recortados), pintando sentado e sem depender de ficar em pé.
  • A exposição Matisse 1941-1954, no Grand Palais, reúne mais de trezentas obras e fica em cartaz até 26 de julho.
  • A curadora Claudine Grammont afirma que os recortes revelam uma felicidade possível apenas após sofrimento e maturidade.
  • A mostra celebra a última fase criativa de Matisse, destacando a força criativa na velhice e o legado de sua experimentação com cores puras.

O Grand Palais, em Paris, recebe a maior mostra dedicada aos gouaches découpe de Henri Matisse. A exposição Matisse 1941-1954 reúne mais de 300 obras, reunindo colagens, livros ilustrados, têxteis e vitrais, até 26 de julho. O foco é a última etapa criativa do artista, ainda sentado e usando tesoura para compor as obras.

A mostra revela como Matisse contornou limitações físicas impostas pela idade e pela doença. Ao criar com guaches em papel, ele ganhou uma linguagem única, marcada pela cor pura e pela experimentação de formatos. A curadoria é de Claudine Grammont, que ressalta a expressão de alegria após o sofrimento.

Técnica e legado

A exposição contextualiza a produção tardia com o método de recorte, montagem e colagem que definiram a fase. As peças, organizadas para remeter a um ateliê vivo, valorizam a presença do artista em vez da fidelidade ao real. Assistentes ajudavam na finalização das obras.

Entre os destaques estão as séries Jazz, de 1947, e os quatro Nus Azuis, de 1952, além de livros e vitrais. A curadoria reuniu itens de museus e coleções particulares para oferecer uma visão integrada da década final de Matisse.

A retrospectiva mostra ainda que a busca pela cor foi o motor criativo do francês na velhice. Especialistas destacam que a produção tardia reforça a ideia de uma segunda existência artística, sem abandonar a inovação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais