- Pàulla Scàvazzini estreia no Rio com a exposição individual Língua de Fogo, em cartaz no Centro Cultural Correios até 4 de julho.
- A mostra reúne cerca de 25 obras, entre pinturas, trabalhos em vidro e duas intervenções site-specific criadas para o espaço.
- Um destaque é Montanha que Escorre, instalação de dez metros que desce da parede ao chão.
- A artista afirma que a arquitetura é parte ativa da obra e que, se vistas de longe, as exposições poderiam compor uma única pintura em expansão.
- A mostra chega após passagem por Nova York; as obras compartilham uma pesquisa comum, com residências em Lisboa, Paris e Nova York.
Pàulla Scàvazzini estreia sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, intitulada Língua de Fogo, no Centro Cultural Correios. A mostra fica em cartaz até 4 de julho e reúne cerca de 25 obras, entre pinturas, trabalhos em vidro e intervenções site-specific criadas para o espaço. A carreira da artista inclui passagem pela Kaliner Gallery em Nova York e trabalhos em coleções de museus brasileiros.
A exposição destaca uma montagem que inclui uma instalação de dez metros chamada Montanha que Escorre, que desce da parede para o chão. A artista enfatiza que o espaço não é apenas suporte, mas parte ativa da construção da obra, integrando parede, piso e arquitetura ao processo criativo.
A obra de Scàvazzini explora a relação entre pintura e arquitetura, com prática que envolve pintar agachada, com a tela no chão, registrando movimentos de forma quase psicográfica. O conjunto busca ampliar a percepção do espaço, fazendo com que a imagem dialogue com circulação, iluminação e a presença do público.
Sobre a artista
Pàulla Scàvazzini nasceu em 1990, em São José dos Campos, e é formada em arquitetura, artes plásticas e educação artística. Mora entre Lisboa, Paris e Nova York durante temporadas de residência, o que influencia a leitura de suas obras. Suas criações já ganharam destaque em salões e coleções nacionais.
Conexões entre as mostras
A curadoria indica que Língua de Fogo no Rio funciona em diálogo com uma mostra anterior em Nova York. Ambas compartilham uma mesma linha de pesquisa, mas se manifestam de maneira distintas conforme o espaço, a escala e o contexto em que estão inseridas.
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