- O cronista encontra Bruna Barros, ilustradora da coluna, e visita o apartamento dela, numa esquina da rua Helvétia com a avenida São João e a praça Princesa Isabel, que tem terracinha, estúdio, plantas e pássaros nas paredes.
- O passeio pelo centro de São Paulo passa pela Barão de Limeira, com lembranças da Folha e referências a Angeli e Laerte, além de observar prédios antigos em estado de deterioration.
- O grupo almoça/noite em um restaurante africano próximo à praça Júlio Mesquita, experimentando entradas como bananas da terra e jiló recheado, acompanhado de cerveja e convivência na rua.
- Pela tarde, vão a uma aula aberta de Charme, ligada a bailes de estilos coreografados frequentados por negros, com expectativa de ver jovens aprendendo os passos.
- À noite, assistem à ópera Intolleranza 1960 no Theatro Municipal; Bruna chega deslumbrante, e a saída revela impressões sobre a encenação e a plateia.
Um passeio pela cidade mistura arte, memória e culinária. A artista Bruna Barros, ilustradora da coluna, abriu as portas de seu apartamento na região da Helvétia, entre a Avenida São João e a Praça Princesa Isabel. O encontro ocorreu no início da noite de segunda-feira, depois de mais de um ano sem se ver.
O pai de Bruna veio de Timóteo, Minas Gerais, para ajudar na reforma. O espaço ganhou terracinha, estúdio, plantas e paredes com desenhos. A visitante apreciou a presença de uma onça artesanal da Ilha do Ferro, presente de Bruna.
O cronista Mario recebeu o convite para jantar, após manter contato semanal. O grupo combinou de explorar o centro de São Paulo, com o objetivo de caminhar pela energia da região antes de comer.
O trajeto começou na Barão de Limeira, com passagem pela Folha. O relato incluiu relembros da redação da época, quando o jornalista sentado ao lado de Angeli e Laerte integrava o ambiente. Bruna destacou a arquitetura de fachadas antigas e em ruína.
Em seguida, o grupo revelou o interesse por restaurantes de imigrantes. O restaurante africano Biyou’Z, nas proximidades da Praça Júlio Mesquita, foi o escolhido para o jantar. Entre entradas, bananas da terra e jiló recheado, o alimento foi elogiado pelo grupo.
A conversa seguiu com referências à dança, família e memória cultural. Bruna mencionou uma aula aberta de Charme, fortalecida pela influência de bailes cariocas. O passeio incluiu observação de jovens no Vale do Anhangabaú e uma visita ao Almanara, na região próxima a Basílio da Gama.
Na noite seguinte, o grupo voltou ao centro para assistir à ópera Intolleranza 1960, no Theatro Municipal. A apresentação gerou reações intensas entre os presentes, com foco nas temáticas políticas da obra.
Encerrando o programa, o grupo retornou a um restaurante francês com decoração refinada. A clientela incluía figuras públicas, e Silvia Poppovic foi observada em visita à mesa. O grupo encerrou a noite relembrando momentos da infância durante a refeição.
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