Em 1904, o Convento de San Francisco em Cuéllar, na Espanha, desabou, enterrando um importante complexo funerário de alabastro encomendado pelo Duque de Alburquerque. Enquanto duas tumbas intactas foram vendidas para uma instituição em Nova York, o restante do conjunto parecia ter desaparecido. Recentemente, fragmentos desse complexo foram encontrados em um lixão local, conforme noticiado pelo jornal El País. Maite Sánchez, a conselheira de cultura de Cuéllar, liderou a recuperação das peças, que foram descobertas em lugares inesperados, como um campo de futebol e uma floresta. Essa descoberta é importante porque inclui obras de Vasco de la Zarza, um famoso escultor do Renascimento. Especialistas destacam que esses fragmentos são algumas das primeiras esculturas renascentistas na Espanha. A história do complexo funerário mostra como a Espanha lida com seu patrimônio cultural, com muitos artefatos em museus internacionais e outros sendo negligenciados. Após o desabamento, o convento foi transformado em um moinho de farinha antes de sua ruína parcial. As tumbas que estão na Hispanic Society de Nova York são consideradas peças valiosas da coleção.
Em 1904, o Convento de San Francisco em Cuéllar, Espanha, desabou, ocultando um complexo funerário de alabastro encomendado pelo Duque de Alburquerque. Enquanto duas tumbas intactas foram vendidas a uma instituição em Nova York, o restante do conjunto parecia ter desaparecido. Recentemente, fragmentos desse complexo foram descobertos em um lixão local, conforme noticiado pelo jornal El País.
Maite Sánchez, conselheira de cultura de Cuéllar, liderou esforços para recuperar partes do túmulo, que foram encontradas em locais inusitados, como um campo de futebol e uma floresta de pinheiros. A descoberta é significativa, pois inclui obras de Vasco de la Zarza, um importante escultor do Renascimento na região da Castela. Ismael Mont, da Universidade de Salamanca, destacou que esses fragmentos são “algumas das primeiras esculturas renascentistas na Espanha”.
A história do complexo funerário reflete a complexa relação da Espanha com seu patrimônio cultural, onde muitos artefatos estão em museus internacionais, enquanto outros foram negligenciados ou descartados. O convento, após o desabamento, foi transformado em um moinho de farinha antes de sua ruína parcial. As tumbas expostas na Hispanic Society de Nova York são consideradas “peças estrelas” da coleção, segundo o curador Patrick Lenaghan.
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