A Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, em Madrid, teve uma votação para escolher um novo membro na seção de Pintura. O único candidato foi Andrés Rábago García, conhecido como El Roto, um artista de 78 anos que é famoso por suas críticas sociais. Apesar de ter o apoio de figuras importantes, como o diretor do Museu do Prado, ele não conseguiu os votos necessários após três tentativas. Ele obteve apenas 16 votos, enquanto precisava de pelo menos 20.
Houve rumores de que alguns membros da academia tentaram influenciar os votos contra Rábago, fazendo ligações para desencorajar o apoio a ele. Aqueles que se opuseram à sua candidatura disseram que ele não era um pintor tradicional e que deveria ter se candidatado a outra seção. No entanto, muitos acreditam que a rejeição se deve às suas opiniões críticas e à sua associação com o jornal EL PAÍS. O diretor da academia não comentou sobre o processo de votação, que é secreto.
Rábago é conhecido por seu trabalho artístico que provoca reflexão e já publicou vários livros, recebendo prêmios importantes ao longo de sua carreira. A situação levantou questões sobre a resistência de instituições tradicionais a novas vozes no mundo da arte.
A Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, em Madrid, passou por um processo de votação para preencher uma vaga na seção de Pintura. O único candidato, Andrés Rábago García, conhecido como El Roto, não conseguiu os votos necessários após três votações, surpreendendo muitos acadêmicos que esperavam sua aprovação. Rábago, de setenta e oito anos, é um renomado pintor e viñetista com apoio de figuras como o diretor do Museu do Prado, Miguel Falomir.
Apesar do respaldo de três acadêmicos e um relatório favorável da seção de Pintura, Rábago obteve apenas dezesseis votos, quando eram necessários pelo menos vinte. Informações indicam que houve tentativas de influenciar os votos, com membros da academia recebendo ligações para desencorajá-los a apoiar sua candidatura. Um acadêmico que votou a favor expressou surpresa com o resultado, afirmando que a expectativa era de que não haveria problemas.
Os opositores de Rábago alegaram que ele não se encaixava como pintor, sugerindo que sua candidatura deveria ser para a seção de Novas Artes da Imagem. No entanto, há quem acredite que a rejeição se deve a suas ideias críticas e à sua associação com o jornal EL PAÍS. O diretor da academia, Tomás Marco, se recusou a comentar sobre o processo de votação, que é secreto e registrado em ata.
Rábago, que tem uma carreira marcada por críticas sociais em suas obras, já publicou diversos livros e recebeu prêmios importantes, como a Medalla de Oro al Mérito en las Bellas Artes. Sua arte é reconhecida por um simbolismo profundo e uma abordagem introspectiva, refletindo sua visão crítica da sociedade. A situação gerou um debate sobre a resistência de instituições tradicionais a vozes inovadoras e críticas no cenário artístico contemporâneo.
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