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Procissão do Fogaréu completa 280 anos e atrai 40 mil fiéis em Goiás

João Conceição da Silva se despediu da Procissão do Fogaréu após 41 anos, em evento que reuniu 40 mil fiéis e recebeu R$ 399 mil do governo.

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A Procissão do Fogaréu, uma tradição de 280 anos em Goiás, aconteceu na última quarta-feira, reunindo cerca de 40 mil pessoas. Este ano, João Conceição da Silva se despediu após 41 anos participando do evento, que simboliza a prisão de Jesus Cristo. Ele caminhou descalço por quase duas horas e expressou a emoção de representar essa história. A procissão, que começou em 1745, é marcada pela presença dos “farricocos”, homens vestidos com túnicas e chapéus pontiagudos que andam pelas ruas com tochas. O percurso passa por duas igrejas importantes, a Igreja do Rosário e a Igreja de São Francisco. A Organização Vilaboense de Artes e Tradições e a Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos organizam o evento, que também ajuda a movimentar a economia local. O governo estadual apoiou a procissão com R$ 399 mil, destacando sua importância para a cidade. A tradição é passada de geração em geração, mantendo viva a fé e a cultura goiana.

Procissão do Fogaréu em Goiás celebra 280 anos com despedida de participante histórico

A tradicional Procissão do Fogaréu, manifestação religiosa de 280 anos em Goiás, reuniu cerca de 40 mil pessoas na última quarta-feira, 16, marcando a despedida de João Conceição da Silva, após 41 anos de participação. A procissão representa a prisão de Jesus Cristo e é um dos pontos altos da Semana Santa na cidade goiana.

João, de 60 anos, caminhou descalço por quase duas horas em sua última participação. Ele relata a emoção de representar a perseguição a Jesus, buscando tocar o coração dos fiéis. “Você sente que está fazendo um papel que não queria fazer”, disse o participante.

A tradição, iniciada em 1745, foi trazida ao Brasil pelo padre espanhol João Perestrello, reproduzindo costumes de seu país de origem. Os “farricocos”, como são chamados os homens vestidos com túnicas e chapéus pontiagudos, percorrem as ruas da cidade com tochas, encenando a busca por Jesus.

A encenação passa por duas igrejas, a Igreja do Rosário, que simboliza a última ceia, e a Igreja de São Francisco, representando o Monte das Oliveiras. A procissão é organizada pela Organização Vilaboense de Artes e Tradições (Ovat) e pela Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos.

O evento impulsiona a economia local e o turismo na região. Segundo Marcos Jardim, vice-presidente da Ovat, “o Fogaréu é um acontecimento muito importante, porque gera muita renda para a cidade”. O governo estadual destinou R$ 399 mil para a realização da procissão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e do Programa Goyazes.

A tradição é transmitida por gerações, com pais passando o legado para os filhos e netos. A Procissão do Fogaréu continua viva, mantendo viva a fé e a cultura do povo goiano.

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