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Fotógrafos sudaneses retratam a guerra e a busca por esperança em exposição em Madrid

Exposição em Madrid revela a luta e a esperança de fotógrafos sudaneses, refletindo a dura realidade da guerra civil no Sudão.

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A guerra civil no Sudão, que já dura dois anos, causou uma grande crise humanitária e o deslocamento de milhões de pessoas. Para mostrar essa realidade, a exposição “Resistências en la memória” em Madri apresenta o trabalho de nove fotógrafos sudaneses, que retratam suas experiências e esperanças durante o conflito. A mostra, que está na livraria Balqis até 19 de julho, inclui obras de artistas como Ammar Yassir, que aos 19 anos expressa sua frustração com a dificuldade de deixar o país. Ele fotografou seu passaporte sobre uma mensagem de ódio, simbolizando a desesperança. Muitos dos fotógrafos não eram profissionais antes da guerra, mas começaram a usar a fotografia como forma de expressão, registrando a vida com seus celulares. A exposição também fará parte do festival PHotoESPAÑA 2025, buscando dar voz aos sudaneses e compartilhar suas histórias com o mundo.

Crise no Sudão inspira exposição fotográfica em Madri

A guerra civil no Sudão, que se estende por dois anos, gerou a maior crise humanitária do planeta e o deslocamento de milhões de pessoas. Em resposta, a exposição “Resistências en la memoria” (“Resistências na memória”), em Madri, apresenta o trabalho de nove fotógrafos sudaneses que documentam suas vivências e esperanças em meio ao conflito.

A mostra, instalada na livraria Balqis desde 5 de abril e com duração até 19 de julho, inclui obras de Suha Barakat, Altayeb Morhal, Shaima Merghani, Jood Elsheik, Al Mujtaba Ahmed, Mohamed Abuagla, Altayeb Abd Allah, Fakhr Aldein e Ammar Yassir. As fotografias retratam a revolução de 2019 e as revueltas de 2021, além da vida de 12 milhões de sudaneses deslocados pela guerra.

Jovem fotógrafo registra a perda do lar

A exposição ganhou destaque com o trabalho de Ammar Yassir, de 19 anos, que utilizou a fotografia para expressar sua frustração com a dificuldade de obter documentos para deixar o país. Yassir fotografou seu passaporte sudanês sobreposto a uma mensagem de ódio ao documento, simbolizando a desesperança diante da crise. A imagem chamou a atenção de Edith Arance, responsável pela Galería Sura, que o convidou para participar da exposição.

Arance destaca que Yassir não é apenas um documentarista, mas um artista que reflete suas experiências internas através de suas fotos. O jovem, atualmente em Uganda, mistura fotografia documental e conceitual para expressar seus sentimentos sobre o deslocamento e a saudade da infância.

Fotógrafos encontram na arte forma de expressão

Muitos dos fotógrafos não eram profissionais antes da guerra, mas encontraram na fotografia uma maneira de documentar e expressar suas emoções. A maioria utilizava telefones celulares para registrar as imagens, transformando-os em ferramentas de expressão em meio ao caos. Alguns perderam seus equipamentos e fotos durante o conflito, mas continuaram a documentar a realidade sudanesa.

A exposição “Resistências en la memoria” também fará parte da programação OFF do festival PHotoESPAÑA 2025. A mostra busca dar voz aos sudaneses e compartilhar suas histórias com o mundo, oferecendo um vislumbre de esperança em meio à crise.

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