Tetela del Volcán, uma cidade no México, celebrou sua tradição de Páscoa que tem 350 anos. Este ano, mais de mil pessoas participaram, vestindo fantasias de “sayones”, que representam soldados romanos. Os trajes, decorados com imagens religiosas, são muito elaborados, e os chapéus de papel chegaram a dois metros de altura. Durante a procissão, os participantes marcharam com machetes, simbolizando espadas. No domingo, o ponto alto da festa foi a queima das fantasias em um ato de penitência, onde os trajes foram incendiados como um sacrifício após meses de trabalho. Essa celebração é importante para a identidade da cidade, mesmo com o aumento do turismo em outras festividades no México.
Tradição de 350 anos é celebrada com fantasias e queima de símbolos na Páscoa mexicana
Tetela del Volcán, no México, reviveu uma tradição de Páscoa com mais de três séculos de história. A celebração, que remonta a 350 anos, envolve mais de mil participantes vestidos como “sayones”, representando soldados romanos. A cidade, localizada próxima ao vulcão Popocatépetl, prepara-se durante meses para o evento.
A festa é uma mistura de costumes europeus e indígenas, com destaque para os elaborados chapéus de papel dos “sayones”. As fantasias, adornadas com imagens de Jesus e da Virgem Maria, são o ponto alto da celebração. Segundo José Alfredo Jimenez, diretor de turismo e cultura da cidade, a tradição é essencial para a identidade local.
Os chapéus dos “sayones” evoluíram ao longo dos anos, passando de simples estruturas verticais para elaboradas criações multicoloridas que chegam a dois metros de comprimento. Eduardo Canizal, de 20 anos, utilizou cerca de 900 folhas de papel de seda para criar sua fantasia, que pesa entre 15 e 20 quilos.
Durante a procissão, os participantes marcharam pelas ruas, brandindo machetes que simbolizam espadas romanas. Outros se vestiram como figuras bíblicas, como Pôncio Pilatos e Judas, que foi perseguido pelas ruas da cidade. A celebração se mantém local, apesar do aumento do turismo em outras festividades mexicanas.
O clímax da celebração ocorre no domingo, quando os participantes depositam flores em uma igreja e sobem uma encosta montanhosa. Lá, suas fantasias são incendiadas com fósforos lançados por moradores e policiais, em um ato de penitência. A queima dos trajes simboliza um sacrifício após meses de trabalho e dedicação. Emilio Aguilar, de 20 anos, explicou que o ato representa uma forma de expiação religiosa.
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