Pesquisadores da Universidade de Bristol descobriram que o casamento de William Shakespeare e Anne Hathaway pode ter sido mais feliz do que se pensava. Eles encontraram indícios de que o casal pode ter vivido junto em Londres entre 1600 e 1610, o que contraria a ideia de um relacionamento distante. Uma carta antiga, encontrada em um livro em Hereford, menciona Hathaway e sugere que ela estava envolvida na vida de Shakespeare. A carta, endereçada a “boa Sra. Shakspaire”, fala sobre um aprendiz chamado John Butts e pede ajuda financeira a Hathaway, que defende seu marido e se recusa a pagar a dívida. O professor Matthew Steggle acredita que essa descoberta pode mudar a forma como vemos o relacionamento deles, mostrando que Hathaway estava mais presente na vida de Shakespeare do que se imaginava. A pesquisa sobre a vida de Shakespeare está se expandindo, especialmente em relação ao papel das mulheres.
Novas evidências sugerem que o casamento de William Shakespeare e Anne Hathaway pode ter sido mais feliz do que se pensava. Pesquisadores da Universidade de Bristol descobriram que o casal pode ter vivido junto em Londres entre 1600 e 1610, desafiando a ideia de um relacionamento distante.
Shakespeare casou-se com Hathaway em mil quinhentos e oitenta e dois e teve três filhos. A crença predominante era de que ele havia deixado a esposa em Stratford-upon-Avon ao se mudar para Londres. No entanto, uma carta antiga, encontrada em um livro teológico em Hereford, sugere uma presença ativa de Hathaway na vida do dramaturgo.
A carta, endereçada a “boa Sra. Shakspaire”, menciona um aprendiz chamado John Butts, que vivia em Londres. O professor de inglês Matthew Steggle, da Universidade de Bristol, identificou que apenas um John Butts se encaixava nas características mencionadas. A correspondência acusa o marido de “Sra. Shakspaire” de reter dinheiro de Butts e pede ajuda financeira a Hathaway. Em resposta, a destinatária defende seu esposo e se recusa a pagar a dívida.
Steggle acredita que a descoberta pode mudar a percepção sobre o relacionamento do casal. “A carta é um divisor de águas”, afirma. Ela indica que Hathaway estava envolvida na vida social e financeira de Shakespeare em Londres, ao contrário da narrativa popular que a retrata como uma figura distante.
O professor ressalta que a pesquisa sobre Shakespeare tem se expandido, especialmente com a mudança nas atitudes em relação às mulheres. “Estamos começando a entender mais sobre a vida de Shakespeare em Londres”, conclui Steggle. A descoberta da carta pode abrir caminho para novas investigações sobre o dramaturgo e sua família.
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