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Dinossauros não voltarão, mas aves são seus parentes vivos na Terra atual

Dinossauros podem ser fascinantes, mas ressuscitá-los é impossível. Cientistas buscam criar espécies sintéticas, como o lobo-terrível.

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Imagine acordar e ver um T-Rex no seu quintal ou um velociraptor na rua. Muitas pessoas se perguntam se os dinossauros podem voltar. Para entender isso, é preciso saber que os dinossauros eram répteis que viveram há mais de 230 milhões de anos e dominaram a Terra até a extinção causada por um asteroide há 66 milhões de anos. Os cientistas estudam fósseis para identificar características dos dinossauros, como a forma das mãos e a estrutura dos ossos. Embora as aves modernas sejam parentes dos dinossauros, ressuscitar um dinossauro real é impossível porque o DNA deles se degradou ao longo do tempo. O paleontólogo Luiz Eduardo Anelli explica que, para recriar um dinossauro, seria necessário ter o DNA completo, mas isso não é viável. A ideia de encontrar DNA em mosquitos fossilizados, como no filme “Jurassic Park”, também não funciona na realidade. No entanto, os cientistas estão tentando criar uma espécie nova, como o lobo-terrível, usando DNA preservado. Esse animal viveu há cerca de 10 mil anos e, por ter um DNA mais recente, é mais fácil de trabalhar. Criar um dinossauro seria impossível porque as informações necessárias estão perdidas. Se um dinossauro aparecesse hoje, teria dificuldades para sobreviver em um mundo cheio de cidades e carros, pois o ambiente em que viviam era muito diferente. Eles precisariam de um espaço controlado, como uma ilha isolada, para viver. Enquanto isso, podemos aprender mais sobre os dinossauros nos museus e filmes.

Os dinossauros, répteis que dominaram a Terra há mais de 230 milhões de anos, foram extintos há cerca de 66 milhões de anos após a queda de um asteroide. Cientistas estudam fósseis para identificar suas características, como três dedos principais nas mãos e vértebras fundidas na bacia.

Atualmente, a possibilidade de ressuscitar dinossauros é considerada impossível. O paleontólogo Luiz Eduardo Anelli explica que o DNA dos dinossauros se degradou ao longo do tempo, tornando inviável a recriação dessas espécies. Ele compara a situação a encontrar apenas algumas letras de um dicionário completo.

A ideia popular de recuperar DNA de dinossauros em mosquitos fossilizados, como retratado em “Jurassic Park”, também não se sustenta. O DNA não sobrevive por tanto tempo, sendo afetado por fatores como água e calor. Em contrapartida, cientistas estão trabalhando na criação de espécies sintéticas, como o lobo-terrível, utilizando DNA preservado.

O lobo-terrível, parente distante dos lobos modernos, viveu durante a Era do Gelo e foi extinto há cerca de 10 mil anos. Os cientistas conseguiram encontrar partes do seu DNA e estão tentando criar um animal semelhante, misturando-o com células de lobos atuais. Essa abordagem é mais sobre criar uma nova espécie do que ressuscitar uma extinta.

Se um dinossauro aparecesse hoje, enfrentaria dificuldades para sobreviver em um ambiente urbano. Eles habitavam um planeta com clima e vegetação muito diferentes. Para garantir a sobrevivência de um dinossauro, seria necessário um habitat controlado, semelhante ao parque dos filmes, mas sem os problemas retratados nas histórias. Enquanto isso, as aves, descendentes diretas dos dinossauros, continuam a nos lembrar da era dos gigantes.

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