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Mestra Margarida, pioneira da cultura popular, morre aos 89 anos no Ceará

Mestra Margarida, ícone da cultura popular cearense, faleceu em março de 2025, deixando um legado que inspira novas gerações.

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Mestra Margarida, importante figura da cultura popular do Cariri cearense, faleceu em 7 de março de 2025, aos 89 anos, devido a complicações de pneumonia. Ela fundou o grupo Guerreiro Santa Joana D’Arc em 1953, sendo a primeira mulher a fazer isso na região, e abriu portas para outras mulheres na cultura local. Nascida em Maceió em 1935, Margarida se mudou para o Ceará aos 7 anos e começou sua trajetória artística em grupos de cultura popular. Além de ser uma artista talentosa, ela foi mãe de 18 filhos e teve uma vida marcada por desafios, mas sempre encontrou alegria na música. Em 2004, recebeu o título de “Tesouro Vivo da Cultura do Estado do Ceará”. Nos últimos anos, viveu em um abrigo de idosos e enfrentou problemas de saúde. Ela deixa um legado cultural, três filhas, seis netos, cinco bisnetos e discípulos que continuarão seu trabalho.

Mestra Margarida, uma das figuras mais emblemáticas da cultura popular do Cariri cearense, faleceu em 7 de março de 2025, aos 89 anos, devido a complicações de pneumonia. Ela deixa um legado cultural significativo, além de três filhas, seis netos e cinco bisnetos.

Margarida foi a fundadora do grupo Guerreiro Santa Joana D’Arc, criado em 1953, e foi pioneira ao abrir espaço para mulheres na cultura local. Sua trajetória começou aos 15 anos, quando se destacou em grupos de cultura popular. A artista Maria Gomide, contra-mestre do grupo, afirma que Margarida “se impunha pela própria existência”, destacando sua importância na formação de novas gerações de artistas.

Natural de Maceió, Margarida chegou ao Ceará aos sete anos. Ao longo da vida, teve 18 filhos e se dedicou a diversas atividades, como costureira e parteira. Sua voz potente e marcante a tornou uma referência no cenário cultural, sendo reconhecida como Tesouro Vivo da Cultura do Estado do Ceará em 2004.

Legado Cultural

Margarida deixou um legado que será continuado por seus discípulos, como mestre Galego e mestra Lúcia, sua filha de criação. A artista gravou três álbuns, disponíveis em plataformas digitais, que perpetuam sua contribuição à música popular. Apesar de seus últimos anos terem sido difíceis, Margarida sempre foi lembrada por sua força e talento.

A matriarca da cultura popular cearense será lembrada não apenas por suas conquistas, mas também pela forma como inspirou e moldou a cultura local. Seu impacto é sentido até hoje, refletindo a importância de sua obra e dedicação à arte.

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