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Concerto celebra centenário de Mãe Stella com música e tradição no candomblé

Concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia homenageia Mãe Stella de Oxóssi em seu centenário, unindo música clássica e candomblé.

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Neste domingo (4), a Orquestra Sinfônica da Bahia fará um concerto em homenagem a Mãe Stella de Oxóssi, que completaria 100 anos. O evento, que acontecerá no Cine Teatro Solar Boa Vista, misturará música clássica com cantos do candomblé. Mãe Stella foi uma importante líder do candomblé na Bahia e comandou o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá por mais de 40 anos. Ela também foi uma defensora da educação e fundou uma escola dentro do terreiro. O concerto faz parte de uma programação que inclui o lançamento do Instituto Mãe Stella de Oxóssi, que terá sede no bairro do Comércio e vai apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social. O evento contará com a participação de alabês, que são responsáveis pelos toques rituais, e será regido pelo maestro Carlos Prazeres. O repertório incluirá obras de compositores baianos e terminará com uma versão sinfônica da música “O Ouro e a Madeira”, que era a favorita de Mãe Stella.

Os alabês de terreiros baianos se apresentarão neste domingo (4) no Cine Teatro Solar Boa Vista, em Salvador, em um concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) em homenagem a Mãe Stella de Oxóssi. O evento celebra os 100 anos da ialorixá, que completaria um século na última sexta-feira (2). Mãe Stella, que faleceu em 2018, foi uma das líderes mais influentes do candomblé na Bahia e comandou o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá por mais de quatro décadas.

A programação em homenagem a Mãe Stella inclui um seminário e o lançamento do Instituto Mãe Stella de Oxóssi. O instituto terá sede no bairro do Comércio e se dedicará à preservação do legado da ialorixá, além de apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade social. O seminário “Cartas para Mãe Stella” ocorrerá no sábado (3) e contará com mesas de diálogo e apresentações culturais.

O concerto da Osba, intitulado “Odé Nfè” (Oxóssi deseja, em iorubá), começará às 18h e mesclará obras de compositores baianos com cantos litúrgicos do candomblé. O maestro Carlos Prazeres destaca que a participação dos alabês será fundamental, criando um diálogo sonoro com a orquestra. O espetáculo encerrará com uma versão sinfônica de “O Ouro e a Madeira”, música preferida de Mãe Stella.

Mãe Stella, nascida em Salvador em 1925, foi a quinta ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá e se destacou na luta contra a intolerância religiosa e o racismo. Ela fundou a escola Eugênia Ana dos Santos, a única no país a funcionar dentro de um terreiro de candomblé, e publicou seis livros. Sua trajetória inclui a defesa do candomblé como religião e críticas ao sincretismo religioso.

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