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Jurema Sagrada revela sincretismo entre culturas indígenas e africanas no Brasil

A Jurema Sagrada, religião que une tradições indígenas e africanas, é tema do livro "A Ciência Encantada de Jurema", de Marcelo Leite.

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O livro “A Ciência Encantada de Jurema”, escrito por Marcelo Leite, investiga a Jurema Sagrada, uma religião que combina tradições indígenas e africanas, com foco no uso da planta jurema-preta. Leite descobriu que essa planta é utilizada há séculos por povos do semiárido e que a Jurema Sagrada mistura elementos de várias culturas, incluindo magia ibérica e catolicismo popular. O autor questiona se a Jurema é um ramo da umbanda ou uma religião independente, já que muitos rituais e figuras, como Zé Pelintra, aparecem em ambas. O livro também menciona a história de Mestra Jardecilha, que ajudou a preservar a Jurema de perseguições. A prática da Jurema é marcada por uma diversidade de rituais e crenças, que variam entre os praticantes, e a relação com a umbanda é complexa, já que a umbanda surgiu no início do século 20. O catimbó, que é a base da Jurema, é descrito como um sincretismo que mistura elementos africanos, indígenas e europeus, e é visto como uma forma de magia mais do que uma religião formal. Apesar de ter sido menos estudada que o candomblé, a Jurema tem ganhado atenção acadêmica nos últimos anos, com pesquisas que destacam sua importância cultural e espiritual. O livro será lançado em 8 de maio e está disponível por R$ 99,90.

O livro “A Ciência Encantada de Jurema”, de Marcelo Leite, será lançado no dia 5 de maio e explora a complexidade da Jurema Sagrada, uma religião que combina tradições indígenas e africanas. O autor investiga a história e a resistência cultural dessa prática espiritual, que utiliza a planta jurema-preta (Mimosa tenuiflora) em seus rituais.

Leite, jornalista, se aprofundou na Jurema Sagrada após reportagens sobre o psicodélico DMT, extraído da jurema-preta. Ele descobriu que a planta é utilizada há séculos por povos do semiárido, originando um culto que mescla influências africanas, indígenas e elementos do catolicismo popular.

A obra levanta questões sobre a identidade da Jurema Sagrada. É um ramo da umbanda ou uma religião autônoma? A presença de figuras como Zé Pelintra e exus nos cultos juremeiros sugere uma intersecção com a umbanda, mas a ambiguidade das fronteiras revela a riqueza dessa religiosidade nordestina.

O antropólogo Sandro Guimarães de Salles destaca a importância de Mestra Jardecilha, que ajudou a preservar a Jurema da perseguição policial na Paraíba. Seu templo abriga elementos africanos e indígenas, refletindo a miscigenação cultural. A prática da sementação, por exemplo, foi assimilada do candomblé, evidenciando a complexidade das influências.

A Jurema Sagrada, embora tenha raízes profundas na cultura indígena, também incorpora elementos europeus e africanos. Mário de Andrade e Luís da Câmara Cascudo foram pioneiros no estudo dessa religiosidade, que, segundo Cascudo, é um “sincretismo acolhedor”. A obra de Leite promete trazer à tona a relevância da Jurema na contemporaneidade, destacando sua influência nas práticas espirituais do Brasil.

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