O projeto Seeds & Tales, que documenta sementes tradicionais do Brasil, lançou recentemente um livro bilíngue com histórias e fotos de 100 sementes, mostrando a ligação cultural dos povos indígenas com a biodiversidade. O projeto combina arte e narrativa para promover a soberania alimentar e a conservação genética. As sementes, como o cedro rosa e o abacate, têm histórias que refletem a cultura e a ancestralidade dos povos. O livro inclui relatos sobre a importância das sementes na vida das comunidades e destaca como elas carregam legados culturais e biológicos. Além disso, o projeto busca conscientizar sobre a preservação da biodiversidade e critica a monocultura e o uso de transgênicos. O coletivo também planeja criar exposições interativas e formatos audiovisuais para ampliar o alcance de suas histórias.
O projeto Seeds & Tales lançou um livro bilíngue que documenta cem sementes tradicionais do Brasil, destacando a conexão cultural dos povos indígenas com a biodiversidade. O livro, que faz parte de uma iniciativa artística e narrativa, visa promover a soberania alimentar e a conservação genética.
O projeto, idealizado por Matheus Pockstaller e Carolina Casimiro, surgiu durante uma viagem de oito mil quilômetros pelo Brasil, onde o casal coletou sementes e histórias. A ideia é registrar a biodiversidade e a importância cultural das sementes, como o cedro rosa e o abacate, que possuem significados profundos nas tradições locais.
Seeds & Tales combina fotografias artísticas e narrativas, incentivando a preservação de espécies ameaçadas. O fotógrafo Riccardo Riccio utiliza uma técnica chamada apilamento de foco para capturar a beleza das sementes, criando imagens que destacam suas características únicas. O projeto também inclui exposições e colaborações com iniciativas de plantio, como uma horta na favela Rocinha, no Rio de Janeiro.
O livro, publicado pela editora Plataforma9, reúne histórias que vão além da biologia, incorporando legados culturais e folclóricos. A escritora Mirna Wabi Sabi, que participou da elaboração do livro, enfatiza a importância de mudar a perspectiva sobre a natureza e a necessidade de valorizar as narrativas que cercam as sementes.
Um dos capítulos do livro destaca os nomes indígenas, ressaltando a relação ancestral entre os povos originários e as sementes. O projeto também critica a monocultura e o impacto do capitalismo na biodiversidade, defendendo práticas agrícolas que respeitem a diversidade genética e cultural.
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